Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema

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Novo logo mostra inovação do papel de nossa categoria Os Metalúrgicos do ABC nasceram sob a marca da mudança. A própria fundação do Sindicato, em 1959, aconteceu no interior de uma grande transformação da indústria brasileira ocorrida com a chegada das montadoras na região.

Também as grandes greves a partir de 1978 marcaram uma ruptura significativa com o modelo sindical existente e foram determinantes na luta pela derrubada da ditadura e a redemocratização do País.
As lutas desse período são a base para a formação de um novo modelo de representação sustentado na organização no local de trabalho que originaram os atuais Comitês Sindicais de Empresa, os CSEs.
Este modelo nos permite ficar totalmente antenados com as mudanças e inovações que acontecem no interior das fábricas e na sociedade.

Movimento, evolução e sintonia

A necessidade frequente de nos mantermos sintonizados com essas necessidades de modernização do cotidiano dos trabalhadores nos coloca desafios de estarmos sempre em um processo de constante mudança.

A presença do Sindicato na sociedade e na vida dos trabalhadores fora das fábricas nos coloca novos desafios, como a comunicação e a qualificação profissional, por exemplo. Estes são temas fundamentais para uma categoria que está cada vez mais jovem. Hoje estes jovens somam aproximadamente37% da base. A forma como estes companheiros acessam e trocam informações obrigam o Sindicato a encontrar novas formas de se relacionar com a categoria, sem perder de vista seu objetivo principal que é a defesa das garantias e conquistas realizadas e continuar lutando constantemente por novos direitos resultantes desse novo perfil de trabalhadores. “Nas assembleias que tenho feito nas portas de fábrica para divulgar o processo eleitoral do Sindicato ouço a reivindicação de uma melhor comunicação por parte dessa base mais jovem”, afirmou o presidente do Sindicato, Rafael Marques.
A atualização do logo do Sindicato representa este constante movimento e evolução da categoria e a sintonia do Sindicato com sua base.
Da Redação


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RECORDAR É REVIVER BONS MOMENTOS José Soares Malta, Juraci Magalhães, Raimundo Nonato,Lula,Deputado Federal Vicentinho,Djalma Bom e Parana (Já Falecido). Dirceu Marcos - no domingo


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Fundado em 12 de maio de 1959


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No dia 12 de maio de 1959, uma reunião com 71 trabalhadores fundou a Associação dos Metalúrgicos de São Bernardo, que em agosto já se transformaria em Sindicato. O aumento ocorrido a partir da instalação das montadoras na cidade na década de 50 tornou a nova entidade necessária porque o Sindicato de Santo André não conseguia mais representar a categoria.

A criação de mais sindicatos também interessava ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) para aumentar seu poder nas eleições das federações sindicais. O PCB era a força política dominante no movimento sindical do ABC. Também era muito forte politicamente, tanto que elegeu Armando Mazzo prefeito de Santo André – o primeiro prefeito operário do Brasil – em 1947. Dias antes da posse ele teve o mandato cassado.

Orisson Saraiva de Castro, um dos articuladores da Associação, lembra que foi decisão do PCB organizar as células nas grandes empresas do ABC.

“Como eu era dirigente estadual do partido e bastante experiente, em 1958 fui deslocado para São Bernardo com esse objetivo e comecei a trabalhar como eletricista na Mercedes-Benz. Lá, entrei em contato com Lino Potomati, Antonio Cardoso-Sindicato e Alcides Bolsoi, que já haviam discutido a fundação da associação”, contou.

A reunião de fundação aconteceu na sede do Sindicato dos Marceneiros da cidade, na Rua Marechal Deodoro. “Fizemos a ata e contamos 70 e poucos trabalhadores na Mercedes-Benz, Volks, Mercantil Suíça, Varan Motores, Multibrás, Carte, Volar, Simca e Maras”, disse Orisson.

Lino Ezelindo Carniel foi eleito presidente da diretoria, com mandato de dois anos. Apesar da forte perseguição que sofreram, com demissões, mudança de cidade ou de turno, os diretores tinham representação.

“Fizemos greve na Willys e na Mercedes pelo abono de Natal. Também paramos a Brastemp. Mas o número de sindicalizados era pequeno porque as empresas demitiam”, lembrou.


História de mobilização e organização A primeira direção do Sindicato teve Anacleto Potomati na presidência, Antonio Cardoso como vice e Orisson Saraiva de Castro na secretaria geral.

Ao lado do movimento sindical da região, os metalúrgicos de São Bernardo participam com grandes passeatas, em 1962, da greve geral contra a carestia.

Até o golpe militar, em 1964, a categoria se envolveu em grandes mobilizações por reivindicações específicas e em campanhas políticas como a nacionalização da refinaria de Capuava, reforma agrária e a implantação das Reformas de Base do presidente João Goulart, o Jango.

Em janeiro de 1964, uma greve de três dias de 220 mil trabalhadores do ABC envolvendo 30 sindicatos conquista 90% de reajuste salarial. Foi o último grande movimento desse período, pois a ditadura desarticulou o movimento sindical.

A diretoria do Sindicato foi destituída e perseguida, alguns chegaram a ser presos e exilados.

A resistência dos trabalhadores passa a ser feita pontualmente, dentro das fábricas. Em 1978, em meio a um período de reorganização da sociedade em defesa das liberdades democráticas e da anistia, o Sindicato articula uma nova proposta sindical e marca a reentrada da classe trabalhadora no cenário político.

Este novo sindicalismo é o principal responsável pela derrubada da ditadura militar e, desde então, participa de todos os movimentos em defesa da cidadania e de avanços da classe trabalhadora brasileira.

Sua mais nova contribuição são os Comitês Sindicais de Empresa (CSEs), uma garantia de autêntica representação dos trabalhadores em seus próprios locais de trabalho que agora o Sindicato que estender para todo o País.




Í N D I C E G E R A L

Nasce também o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul.

Doze de maio de 1959. Fundada a Associação dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, semente do atual Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

O novo sindicato teve o apoio de Santo André, a quem os metalúrgicos de São Bernardo e Diadema estavam filiados.

Em 13 de abril de 1961 o Ministério do Trabalho reconhece o referido Sindicato Em 7 de junho de 1961, Ministério do Trabalho expede a carta que eleva a sindicato a Associação dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, atual Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Anistia: anunciado o retorno do exílio de vários dirigentes sindicais, entre eles Antonio de Castro, que em 1964 era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo

Nasce o atual Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em substituição à Associação fundada em 1959 e ligada ao Sindicato dos Metalúrgicos de S. André.

O Primeiro Presidente eleito e empossado é ANACLETO POTOMATI, que permanece no cargo até 06 de abril de 1964, quando ocorre a 1a. Intervenção no Sindicato, no início do Regime Militar.

O Primeiro Presidente eleito e empossado é Anacleto Potomatti, que permanece no cargo até 06 de abril de 1964, quando ocorre a 1a. Intervenção no Sindicato, no início do Regime Militar.

Em 31 de março ou em 1º. de abril de 1964: Os militares tomam o poder e cassam os principais sindicatos entre eles os do ABC.


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 Tomou posse em 19 de abril de 1969 – Lula assume o seu 1º. Mandato do Sindicato. Nem diretor era. Apenas suplente do Conselho Fiscal. 

SEDE PRÓPRIA =

* INAUGURAÇÃO = Em 6 de outubro de 1973, inaugurada a sede própria do Sindicato, na Rua João Basso, esquina com a Rua José Bonifácio.


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o tesoureiro era Bartolo .... que, lembro bem era de São Caetano, E durante seu tempo nessa função, causou certas preocupações ao Interventor . Lembro, que foi necessário fazer uma perícia em alguns cheques emitidos, e a perícia, para facilitar e confirmar a falsificação, ampliou esse cheque umas 50 vezes de seu tamanho original.

Ingressou, então, na política partidária elegendo-se vereador em Santo André

Eleições Sindicais NO SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE SÃO BERNARDO DO CAMPO E DIADEMA


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++++++++++++ NOVA DIRETORIA Triênio : 1972 até 1974 - Posse em 21/04/1972 - O mandato era de dois anos

Presidente ( 2º. Mandato ) - 1 - Paulo Vidal Neto vice-presidente = 2 - Rubens Teodoro de Arruda

Lula, elegeu-se 1º. Secretário em 1972.

+++++++++++

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Triênio= 1975/76/77(Posse em 14 de abril )=Presidente = Luiz Inácio da Silva - vice Rubens Teodoro de Arruda

Em 25 de fevereiro de 1978 - Lula reeleito presidente do Sindicato. Dos 28.879 sindicalizados, 85 % votaram.


Em 26 de fevereiro de 1978 - Lula é reeleito presidente do Sindicato. De 28.879 associados, 85 % votaram.

Paulo Vidal Neto é o presidente, Almir Pazzianoto Pinto, o advogado, Walter Barelli o representante do Dieese - Departamento Intersindical de Estudos Sócio-Econômicos.

Protestos e reivindicações na Otis. Oitocentosd param na Perkins. Tres mil param na Pirelli.

O setor de ferramentaria das grandes montadoras foi o estopim. O movimento começou em 4 de maio, com paralisações relâmpagos na Ford e demais fábricas. Os trabalhadores pleiteavam um reajuste de 20 %, descontados no dissídio de 39 %. Com a greve da Scania, em 12 de maio, os metalúrgicos da região viravam manchete nacional.


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Rubens Teodoro de Arruda, na gestão de Lula, foi eleito vice-presidente.

à Frente dos preparativos está Nelson Campanholo

Eleita a nova Comissão de Fábrica da Ford. Os dez efetivos foram indicados pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema e obtiveram larga margem de votos sobre os outros candidatos: José Maria Sanches, Heguiberto Navarro, Paulo Futema, José Lopes Feijóo, José Arcanjo Araújo, Januário da Silva, Antonio de Souza, José de Oliveira, Fluresgomes Assunção e Francisco Dias.

Integrantes natos: Alberto Eulálio e João Ferreira Passos, funcionários da Ford e dirtetores de base do sindicato.

Guaracy Horta (interventor)

 Na presidência, Paulo Vidal Neto.


Ver em José Valério

Serão distribuídos 70 mil questionários entre os trabalahadores consultando-os sobre as reivindicações. Só no primeiro dia foram entregues 18 mil questionários na Ford, Brastemp, Fabrini, Villares, Metal Leve e Volkswagen Caminhões.

Comissão Pró-CUT do Grande ABC decide seu engajamento na preparação e direção da greve geral convocada para 21 de julho de 1983.

Memória de 26-7-2013 = ACONTECEU EM JULHO DE 1983 ...

Coluna Memória dia 10 de novembro de 2002=

Em 11/12/2002 - Documentário Bernô clic aquí e veja

O AMIGO DO TATURANA ... ( Memória dia 16/12/2002 )

Coluna Memória do dia 13 de setembro de 2002:* DESCUBRAM O LULA NESTA FOTOGRAFIA:Ver em Luiz Inácio Lula da Silva


Coluna Memória do dia 13 de setembro de 2002:* DESCUBRAM O LULA NESTA FOTOGRAFIA:

Mandaram o Lula embora ! ( Ver em Luiz Inácio Lula da Silva)

Coluna Memória de 20 de dezembro de 2002- Fato acontecido em 25 de fevereiro de 1981

A CONDENAÇÃO DE LULA E COMPANHEIROS:

Foi um dos momentos mais difíceis do movimento sindical contemporâneo do Grande ABC: Em 25 de fevereiro de 1981, Lula e mais 12 companheiros foram julgados pela Segunda Auditoria da Justiça Militar, em São Paulo. Devido à campanha salarial de 1980 dos metalúrgicos do Grande ABC, os 13 sindicalistas responderam pela acusação de terem violado a Lei de Segurança Nacional. Dos 13 acusados, 11 foram condenados, por unanimidade. Logo após o veredicto, foram expedidos mandados de prisão e os condenados rumaram para o Deops --- Departamento de Ordem Política e Social --- para assinar a sentença. As penas maiores, de três anos e seis meses de prisão, atingiram Lula, Djalma de Souza Bom, Enilson Simões de Moura ( Alemão ) e Rubens Teodoro de Arruda.

Cinco sindicalistas foram condenados a dois anos e seis meses: Gilson Luiz Correia de Menezes, Osmar Santos de Mendonça, Juraci Batista Magalhães, Manoel Anísio Gomes e José Maria de Almeida.

Wagner Lino Alves e Nelson Campanholo pegaram dois anos.

José Cicote e José Timotio da Silva foram absolvidos.

No dia seguinte, Lula e os dez sindicalistas que se encontravam detidos deixaram o Deops em direção a São Bernardo, pouco depois de o Delegado Romeu Tuma ter recebido o alvará de soltura assinado pelo juiz-auditor Nelson Guimarães.

Livres, sim. Mas com um peso nas costas.

A legislação era clara: os líderes condenados tornaram-se inelegíveis. Ou seja: não poderiam concorrer às eleições do Sindicato dos Metalúrgicos, a segunda casa de todos eles.

Até que.... FONTES - O Diário do Grande ABC acompanhou todo o movimento dos metalúrgicos do Grande ABC. Há detalhes muito ricos tanto no noticiário publicado como na cobertura fotográfica.

Os reportes fotográficos do Diário, em especial, retrataram estas quase 3 décadas da vida política e sindical de Lula e companheiros, com imagens publicadas e muitas ainda inéditas, todas devidamente catalogadas e preservadas no banco de dados do jornal. A Livraria Alpharrabio, de Santo André, guarda a peça jurídica do julgamento dos 13 condenados do Grande ABC.


SUPLICY VOLTA A SER REPÓRTER: Ver em Eduardo Matarazzo Suplicy

DOS TEMPOS DO “ RABO DE GALO “. Ver em Luiz Inácio Lula da Silva

UMA ENTREVISTA - Ver em Luiz Inácio Lula da Silva

COMPANHEIROS - Memória em 01 de janeiro de 2003 - Ver em Luiz Inácio Lula da Silva

Em 4 de setembro de 1969, o Embaixador dos EUA no Brasil, Charles Burke Elbrick, foi seqüestrado no Rio de Janeiro, pela Frente de Libertação Nacional.

Em 15 de fevereiro de 1970, o Diário publicava matéria especial sobre os planos do Sindicatos dos Metalúrgicos de São Bernardo. A entidade, presidida por Paulo Vidal Neto, anunciava a construção de uma nova sede, na rua João Basso, onde ergue-se hoje o sindicato, agora denominado do ABC. Há 30 anos, o sindicato estava sediado na rua Stélio Machado Lourenço. Uma sede pequena para uma categoria de 10 mil metalúrgicos associados. As assembléias gerais, por exemplo, eram realizadas em espaços como o do Odeon Clube, no Centro

A área era a mesma em que o sindicato iniciou suas atividades em 1 961.

Em 1 969, o sindicato deixou a casa que usava e mudou-se para a rua Stellio Machado Loureiro, em prédio próprio. Este foi desapropriado para a passagem da av. Faria Lima. Antes de mudar para a sua atual sede, o sindicato ocupou imóvel na rua Newton Prado 90-110, onde pagava aluguel Foi Murilo Macedo, como Ministro do Trabalho em 1979/80 que decretou a intervenção no Sindicato dos Metalúrgicos, quando Lula era Presidente da Entidade. Cassou seu mandato e de todos os dirigentes do Sindicato. Ao todo 17 que foram presos. A questão só foi solucionada com a suspensão da intervenção. Em seu discurso, o presidente do sindicato, Paulo Vidal Neto, declarou: “ Enquanto o Brasil se desenvolve, o operário, que deveria ter parcela de reconhecimento pela sua participação na produtividade, ainda aguarda avidamente que as autoridades se lembrem dele “. O governador Laudo Natel esteve presente à inauguração. Houve uma festa no clube da Brastemp, com a presença de 5 mil pessoas e um baile à noite na sede inaugurada. A sede dos metalúrgicos começou a ser construída em fevereiro de 1971 pela construtora Weigand, de S. André. A área era a mesma em que o sindicato iniciou suas atividades em 1961. Em 1969, o sindicato deixou a casa que ocupava na rua João Basso. Mudou para a rua Stélio Machado Loureiro, em prédio próprio. O prédio foi desapropriado para a passagem da avenida Faria Lima. Antes de mudar para a sua atual sede, o sindicato ocupou imóvel na rua Newton Prado, 90-110, onde pagava aluguel. Em 18 de abril de 1971 – domingo – Inauguração da Nova Sub-sede de Diadema, que deverá prestar assistência jurídica, médica e odontológica aos milhares de operários da cidade situada à estrada de Piraporinha, no. 960, num terreno de 500 m2. sendo 140 m2. de área construída.

SEDE PRÓPRIA = Em 10 de outubro de 1971, Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema aprovam o projeto de construção da sede própria do sindicato, na rua João Basso, 121.

Em 1971, o sindicato muda-se para a rua Stélio Machado Mas o prédio foi desapropriado para abertura da rua Jurubatuba e novamente o sindicato muda-se para a rua Newton Prado.

Em 1973 é inaugurada a sede nova, da rua João Basso.

Em 21 a 23 de fevereiro de 1972, Lula integra a chapa Azul nas eleições do sindicato, tendo trabalhado na Seção de Previdência. Paulo Vidal é reconduzido à presidência e Lula é indicado como 1º Secretário.

Memória dia 05/04/1972 - Nova diretoria sindical deverá tomar posse no dia 21/04/1972= A solenidade deverá ser realizada no ginásio do EC. São Bernardo.

Triênio = 1972 até 1974 = Posse em 21/04/1972 - Presidente ( 2º. Mandato ) = Paulo Vidal Neto – reeleito - vice-presidente = Rubens Teodoro de Arruda Diretores Efetivos= Nelson Campanholo – Luiz Inácio da Silva – 1º. Secretário Anacleto Coltri – Geraldo Pereira de Lima e Antenor Biolcatti. Diretores Suplentes = Antonio Joaquim Figueiredo – Exupério Cardoso Campos – Devanir Ribeiro – Benedito Morais – Aparecido Grippa – Joaquim de Oliveira e Vasile Volcov Filho. Conselho Fiscal – Antonio Fernandes Pina – João Justino de Oliveira – José Roberto Machado – João Lima dos Santos – Orlando Galina Pereira e José Francisco de Barros Delegados no Conselho da Federação Alicio Antonio da Silva - José Ferreira de Souza – Samuel Sotero dos Santos e Luiz dos Santos

Em 05/01/1973 = O Sindicato inaugurará sua nova sede em agosto. Informação prestada por Rubens Teodoro de Arruda, vice-presidente da entidade, na rua João Basso esquina c/José Bonifácio

Em 08/10/1973 inaugurou a sede própria sendo seu Presidente Paulo Vidal Neto, com a presença do Governador Laudo Natel. A inauguração da sede própria do Sindicato dos Metalúrgicos de S. Bernardo e Diadema, no sábado, foi um dos destaques do Diário no domingo, 7 de outubro de 1973. Houve uma festa no clube da Brastemp com a presença de 5.000 pessoas e um baile, à noite, na sede inaugurada. A sede começou a ser construída em fevereiro de 1971 pela Construtora Weigand, de S. André.

Em 03/03/1973= Aprovado em assembléia os 38 % de reajuste realizada no Odeon Clube. Em 2o. querem piso salarial móvel de 38 % sobre o salário mínimo legal, reajustado junto ao reajuste desse mesmo salário mínimo.

Pb. 02/06/1973 = A nova sede do sindicato a rua João Basso, deverá ser inaugurada no dia 7 de setembro, conforme Paulo Vidal Neto, presidente.

Pb.em 14/09/1974 = CRIA UMA AGÊNCIA de empregos que vai colocar operários sem nenhuma despesa.

CONGRESSO – Foi aberto em 06/09/1974 o I Congresso dos Trabalhadores Metalúrgicos. Lula participa do Congresso.

De 24 a 27 de fevereiro de 1975, Lula integra a chapa Azul ( única ) do Sindicato, a vencedora. Djalma de Souza Bom foi convidado para o Conselho Fiscal na chapa de Lula Em 19 de abril de 1975 – Assume a nova diretoria: triênio 75/76/77 – Lula é eleito Presidente. Diretoria Efetiva: Lula - Presidente Rubens Teodoro de Arruda - Vice Presidente Paulo Vidal Neto - Secretário – Geral Nelson Campanholo - 1º. Secretário Geraldo Cestavo Pereira de Lima-2º. Secretário Luiz dos Santos - 1º. Tesoureiro Antenor Biolcatti - 2º. Tesoureiro Suplentes: José Roberto Mori Machado - Devanir Ribeiro - Severino Alves da Silva Adão Primo de Oliveira - Luciano Garcia Galache Salvador Venâncio e Silas Aparecido dos Santos Conselho Fiscal : João Justino de Oliveira Antonio Joaquim Figueiredo e Vasile Valcov Filho. Suplentes: Heleno Cordeiro Oliveira Djalma de Souza Bom e Jaime Barros Viana. Conselho de Representantes da Federação: Paulo Vidal Neto e Orlando Galina Pereira. Suplentes: Joel Faria de Camargo e João Carlos de Moura.

Diário, 29 de dezembro de 2002- Retrospectiva do ano:

ELE NÃO GOSTAVA DE POLÍTICA:Ver em Luiz Inácio Lula da Silva


Em 25 de junho de 1975 – “Greve dos metalúrgicos repercute em Brasília“. A greve dos metalúrgicos da Fundição Paulicéia, de Santo André, decretada anteontem teve repercussão nacional e o próprio ministro do trabalho, Arnaldo Prieto, demonstrou preocupação com o problema.

Diário de 22 de outubro de 1975- Brasília: A recomendação urgente do ministro Armando Falcão a todos os governadores, proíbe passeatas, comícios e concentrações públicas capazes de provocar agitação. Tal fato surpreendeu os dirigentes e líderes partidários, inclusive os da Arena (partido do governo). Em São Paulo o governador Paulo Egydio Martins reconheceu que “ o tempo está quente “.

Em 10 de janeiro de 1976 = sábado – O Sindicato dos Metalúrgicos de S. Bernardo e Diadema homologou, em 1975, 14.143 demissões, relativas a 2oo das 300 empresas da base. Segundo o presidente do sindicato, Luiz Inácio da Silva, o número pode chegar a 20 mil, já que muitos casos não foram homologados no sindicato, mas diretamente na Justiça do Trabalho.

Em 19 de janeiro de 1976 Diário de 9 de junho de 1977= No Sindicato dos Metalúrgicos de SBC. realiza-se hoje, solenidade de entrega oficial pela Prefeitura de área no bairro Batistini, doada à Entidade para construção de um Clube de Campo.

Diário em 13 de agosto de 1977 = O Sindicato busca repor a perda de 34,1 % nos salários de mais de 120 mil trabalhadores em sua base. O índice foi perdido entre 1972 e 1974, quando o índice do custo de vida foi comprimido pelo governo federal

Memória: Em 03 de setembro de 1977= Os Metalúrgicos de S. Bernardo e Diadema aprovaram ontem resolução de lutar pela reposição dos 34, 1 % perdidos em seus salários em conseqüência do erro no cálculo dos índices de inflação. Pode haver greve. A greve não aconteceu daquela vez. Mas historiadores consideram que a partir desta luta, os metalúrgicos da G. ABC. Passaram a ser conhecidos em todo o país. A frente, o seu presidente, Luiz Inácio da Silva, o Lula.

1 977 - Em 24 de setembro de.- Os presidentes dos sindicatos dos metalúrgicos de S. André, Benedito Marcílio, e São Bernardo, Luiz Inácio da Silva, foram ontem à Brasília falar com o secretário de Relações do Trabalho, Alísio Simões.

1977 – Em 06 de novembro de.- O Sindicato dos Metalúrgicos anuncia que realizará o 1º. Congresso das Mulheres Metalúrgicas.

Em 26 de novembro de 1977, Edital das Eleições Sindicais marcadas para os dias 20, 21, 22, 23 e 24 de fevereiro de 1978, apresentando a seguinte chapa:


PARA A ADMINISTRAÇÃO EFETIVOS: Luiz Inácio da Silva Rubens Teodoro de Arruda Severino Alves da Silva Nelson Campanholo Devanir Ribeiro Djalma de Souza Bom Expedito Soares Batista SUPLENTES: Vasile Volcov Filho Manoel Anísio Gomes José Joeste Fontes Juraci Batista Guimarães Mauro Mançani Gilberto de Souza Cunha Luiz Carlos Rodrigues Monteiro PARA CONSELHO FISCAL EFETIVOS: Mariano Palma Villalba Heleno Cordeiro de Oliveira Salvador Venâncio SUPLENTES: Jaime Barros Viana José Venâncio de Souza Luz Walmir Braga PARA DELEGADO NO CONSELHO DA FEDERAÇÃO EFETIVOS: Gilson Luiz Correia Menezes José ( Ratinho ) Dilermando – Ford – demitido em 1981 - SUPLENTES: Cláudio Roberto Rosa Celso Germano da Silva


NATAL DE 1977 – Foi oferecido ao funcionário registrado sob no. 4, do Sindicato, Mário Galuzzi, Dentista do Departamento Odontológico, uma placa com os seguintes dizeres: “ O seu nome e o seu trabalho passarão para a história desta casa porque você legou o exemplo da perseverança, por mais de uma década, lutando em prol do Trabalhador Metalúrgico de São Bernardo do Campo e Diadema “. A Diretoria.

Djalma de Sousa Bom em 1978, foi eleito tesoureiro.

Manoel Anísio Gomes, em 1978, foi eleito diretor suplente do sindicato.

Gilson Luiz Correia de Meneses, começou em 1978, como representante junto à Federação dos Metalúrgicos.

Juraci Batista Magalhães foi convidado a participar da diretoria do sindicato, sendo eleito em 1’978.

Em 31 de janeiro de 1978 - CONGRESSO DE MULHERES DE SÃO BERNARDO

1978 - Começam as greves no ABC, com a Scania em São Bernardo e 12 empresas base de Santo André 1978 - Em 21 de maio de.- Trabalhadores em greve já são 30 mil no Grande ABC. Metalúrgicos vão recorrer ao TST, que julgou a greve ilegal. Comissão de Justiça e Paz dá apoio. Pastoral do Grande ABC é solidária. Do exterior chegam críticas à Ford.

1978 – 23 de maio de.- Dos 39 mil trabalhadores envolvidos nas greves daquele ano, 18 mil continuavam parados e 21 mil deles haviam voltado ao trabalho. Empresas paradas: Chrysler –SBC, Constanta, Feisa, Firestone, Forjaria S. Bernardo, Isam, Krause, Mannesmann, Molina, Otis Pirelli, Rhodia Têxtil, Villares, Volkswagen. Voltaram a trabalhar: Alcan, Cima, Chrysler (S.André), Coferraz, Ford, Mercedes-Benz, Perkins, Philips, Scania e Sulzer.

DIRETORIA PARA O TRIÊNIO 78/81 - Eleita em fevereiro

EFETIVOS SUPLENTES Luiz Inácio da Silva Vasile Volcov Filho Rubens Teodoro de Arruda Manoel Anísio Gomes Severino Alves da Silva Joel Joeste Fontes Nelson Campanholo Juraci Batista Magalhães Devanir Ribeiro Mauro Mançani Djalma de Souza Bom Gilberto de Souza Cunha Expedito Soares Batista Luiz Carlos Rodrigues Monteiro

CONSELHO FISCAL EFETIVOS SUPLENTES Mariano Palma Villalba Jaime Barros Viana Heleno Cordeiro de Oliveira José Venâncio de Souza Cruz Salvador Venâncio Walmir Braga

CONSELHO DE REPRESENTANTES DA FEDERAÇÃO EFETIVOS SUPLENTES Gilson Luiz Correia de Menezes Cláudio Roberto Rosa José Dilermando Celso Germano da Silva


Maio de 1978: Sob a liderança de Lula, 1.600 metalúrgicos da empresa Saab- Scania, em São Bernardo, entraram em greve. Foi a maior paralisação desde 1968, quando trabalhadores de Osasco –SP- e Contagem –MG- , cruzaram os braços. A paralisação da Scania, desencadeou muitas greves operárias entre 1978 e 1980. Nesse período, cerca de 2 milhões de trabalhadores de aproximadamente 400 fábricas, interromperam suas atividades. Além das reivindicações salariais, os operários fizeram uma das maiores oposições à ditadura militar. Cem mil pessoas reuniram-se no Estádio de Vila Euclides, em São Bernardo, em apoio a Lula e aos diretores do sindicato, presos por causa das greves.

ACIDENTE MATA JORNALISTA = Ver em Júlio de Grammont

1979 - Impasse na campanha salarial provoca nova greve que dura 15 dias. Cria-se o Fundo de Greve e os metalúrgicos recebem reajuste de 63 %. Os trabalhadores enfrentam repressão policial e intervenção federal nos dois sindicatos.

1 979 =(diário)=Em 12 de março de ... Metalúrgicos de S. Bernardo e Diadema deflagram greve, a 1a. paralisação geral de uma categoria na história contemporânea do sindicalismo brasileiro.

1 979 =(diário)=Em 23 de março de ... Durante concentração na praça cívica do Paço Municipal de S. Bernardo, metalúrgicos tentam escrever, com seus corpos, a palavra “democracia”. Não dá tempo. A polícia dispersa o grupo e os fotógrafos documentam a palavra incompleta “ democra....”.

1979 - Em 27 de março de.- 70 mil metalúrgicos de São Bernardo e Diadema lotam o estádio de Vila Euclides e decidem voltar ao trabalho, após 15 dias de greve.

1979 - Em 3 de julho de.- 3ª. feira = Lula, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, e Wolfgang Sauer, acertam substituição de 4 diretores do sindicato que trabalhavam na montadora e que solicitaram demissão dos cargos.

1979 – Em 11 de julho.- Ontem, os metalúrgicos de 4 indústrias de São Bernardo e Diadema paralisaram suas atividades em protesto contra o 1º. Desconto salarial referente a um quinto de 50 % dos dias parados. O protesto atingiu Prensas Schuller, Abraçatec, Mercedes-Bnz e Polimatic. Em 10 de novembro de 1979 – Começa a mobilização dos metalúrgicos do Grande ABC visando a campanha salarial de 1980. Salário profissional é a meta.

PARTIDO DOS TRABALHADORES:1979 - Em 1º. De dezembro de.- Sábado – inaugurado o núcleo do PT. A sede ficava na Praça Lauro Gomes, 58. Era a semente do atual diretório do partido.

DÉCADA DE 80

O país pára para ver os metalúrgicos do ABC nas praças reivindicando melhores salários. Nasce o novo sindicalismo. Anos de crise. Ebulição política e social. Luiz Inácio Lula da Silva – Eleições diretas já = Morre Chico Mendes em Xapurí, no Acre. Começa a abertura política. O Papa João Paulo II visita o Brasil em julho de 80. O salário mínimo da época era de Cr$ 4.149,00 correspondente a R$ 75,00. A inflação éo monstro da situação de penúria. Em agosto/81 desemprego de 900 mil. Três anos depois sobe para 12 milhões. Chega o Divórcio. Na metade da década surge Aides. José Sarney é o 1o. presidente civil - Surge o Plano Cruzado - O Cruzado 2 - Plano Bresser, Plano Cruzado Novo. Queda do muro de Berlim. Vinga a eleição direta, a disputa é acirrada: Lula e Collor vão para o 2o. turno. Collor ganha com 55 milhões de eleitores

Em 9 de janeiro de 1980, Metalúrgicos aprovam campanha salarial unificada no Grande ABC.

Em 13 de janeiro de 1980, Programa do PT pede sociedade igualitária. Comissão provisória nacional marca para 27 de janeiro a assinatura do manifesto de fundação do partido.

Em 27 de janeiro de 1980, Juntas dos Metalúrgicos negociarão com a Fiesp. Em 30 de janeiro de 1980 - Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema reivindicam 15 % de aumento real. Em 6 de março de 1980, Anapemei - Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas Industriais) quer evitar greve dos metalúrgicos; Grupo 14 da Fiesp diz que não existe tendência para a greve. Em 12 de março de 1980 – Regulamentação da política salarial está no Planalto: Lula anuncia assembléia de metalúrgicos domingo no Estádio de Vila Euclides. Há um clima de greve no ar ......

Em 15 de março de 1980, Reunião na Anapemei ( Associação Nacional de Pequenas e Médias Empresas Industriais ) discute sobre a possibilidade de nova greve dos metalúrgicos; polícia prepara esquema de segurança para domingo na assembléia convocada para o Estádio de Vila Euclides.

Em 16 de março de 1980, mais de 50 mil devem atender à assembléia de hoje dos metalúrgicos, no estádio de Vila Euclides.

Em 21 de março de 1980, Metalúrgicos e Fiesp iniciam negociações; greve dos portuários paralisa também o sistema ferroviário.

Em 25 de março de 1980 – Metalúrgicos e Grupo 14 reúnem-se em Moema.

Em 27 de março de 1980 – Murilo Macedo 9 MINISTRO DO Trabalho ) diz como agirá diante de uma greve ilegal; negociações dos metalúrgicos não mostram evolução.

Em 29 de março de 1980, Grupo 14 fixa índice de 5 % e piso de CR$ 24, 66; mesa redonda na DRT pode definir.

Em 30 de março de 1980 – Metalúrgicos decidem se aceitam proposta ou decretam greve. A proposta: reajuste de 5 %, mais INPC. Em caso de rejeição, os metalúrgicos paralisarão suas atividades em 1º. De abril.


GREVE DOS 41 DIAS

Em 1o. de maio de 1980 = Dops quer bispo (dom Cláudio) sob inquérito e preventiva de 127 líderes sindicais do Grande ABC.

Manifestações no Grande ABC continuam proibidas. Contradições marcam este 1o. de maio.

Em 1º. De abril de 1980 – Cabe ao DRT decidir sobre a greve; a 1ª. Empresa que teve suas máquinas paralisadas foi a Siderúrgica Coferraz, em Utinga, às 22, 30 h. de domingo.

Em 3 de abril de 1980 – Greve continua e TST poderá decidir só na 3ª. Feira. Tito Costa: Dois helicópteros não identificados fazem vôos rasantes sobre a Assembléia da Vila Euclides. Ele vai à Secretaria da Segurança Pública para inteirar-se da origem dos helicópteros. O desembargador Octavio Luiz Gonzaga Jr., secretário da Segurança diz ao prefeito que não são da área do Estado

A greve dos 41 dias: 4o. dia Sexta feira Santa, 4 de abril de 1980, inicio do feriado prolongado. Silêncio. Pelo lado patronal, a expectativa de que o feriadão esfriaria o movimento ; do lado dos trabalhadores, a esperança de que algo de bom acontecesse. " O que será que será " questionava a canção de Chico Buarque. O Lado patronal - " Ao contrário do que se podia esperar, estamos constatando que os trabalhadores estão gradativamente voltando ao trabalho ".( Cláudio Rubens Pereira, presidente da Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas, a Anapemei ). O Lado Sindical - " Estamos respondendo como homens e como patriotas que não têm medo de ameaças e nem de helicópteros ". (Osmar Mendonça, o Osmarzinho - integrante da Comissão de Mobilização do Sindicato dos Metalúrgicos de são Bernardo e diadema )

A Greve: Anúncio publicado em destaque “ Metalúrgico, volte ao trabalho, saiu o melhor acordo possível. Comissão de Negociação da Fiesp “. Igreja: Dom Cláudio Hummes, bispo diocesano do Grande ABC, conclama paróquias a arrecadar alimentos para as familias dos metalúrgicos. Óbito: falece Gerhard Alex Eckhoff, 53 anos. Ele era alemão e desde 1968 exercia o cargo de diretor de produção da Volkswagen, em São Bernardo.

A Greve dos 41 dias - 5o. dia Sábado de Aleluia - 5 de abril de 1980 - O Diário vai à riacho Grande e flagra as margens da represa Billings tomadas de metalúrgicos, que seguem a recomendação de Lula: ao invés de piquetes, vão buscar mistura na represa. Frase: " Diz pro Lula que tá dando muito peixe e pra ele não aceitá os 7 % que é muito pouco. " (de um metalúrgico entrevistado pela reportagem )

3a. feira - 8 de abril de 1980 - Sindicalistas analisam o andamento da greve. João Luiz Pereira, de São Caetano, demonstra pessimismo. Diz que 50 % dos trabalhadores da sua base tinham retornado ao trabalho

A greve dos 41 dias - 6o. dia = Domingo em 6 de abril de 1980 Dom Cláudio Hummes, bispo diocesano do Grande ABC, celebra a missa da Páscoa no Estádio de vila Euclides e é fotografado por Estevam Figueiredo, repórter-fotográfico do Diário. Estevam César de Figueiredo Neto é goiano de rio Verde. Nasceu em 31 de julho de 1953. Trabalhou no diário entre 1979 e 1981. De volta à sua terra Natal, hoje é próspero fazendeiro e mantém contato com os amigos do Grande ABC, enviando cópias de fotos que fez nos seus tempos de Diário do Grande ABC

9º. Dia = Depois de muito tumulto, 4 votações por aclamação e uma por divisão de corpos é aprovado o fim de greve em São Caetano.

Em 9 de abril de 1980 - Fiesp faz interpelação para TRT definir greve; Fundo de Greve pronto para agir.

Em 10 de abril de 1980- A greve dos 41 dias – 10º. Dia Segundo os sindicalistas, a greve dos metalúrgicos prosseguia em S. Bernardo e Diadema (com 90 % de adesão ), S. André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra (70%0 e Araraquara 2,5 %;

Em 11 de abril de 1980 – CAMPANHA SALARIAL= Lula quer manter greve com piquetes.

Em 12 de abril de 1980 - Empresa faz acordo e metalúrgicos decidem manter greve na região. 12º. DIA - A GREVE DOS 41 DIAS - Djalma Bom era o tesoureiro dos metalúrgicos de São Bernardo. É preciso melhorar o fundo de greve. Então, anuncia um grande show no Estádio Vila Euclides: 50 mil convites par a ouvir Chico Buarque no dia 20. Este show jamais se realizaria. No palco da Vila Euclides em 12 de abril de 1980: Rubens Arruda, Olívio Dutra, Edmilson Moura (Alemão) e Lula estirado com notícias na mão

Em 13 de abril de 1980 – Macedo ( ministro do Trabalho) pode intervir, acredita Luiz Inácio

14º. Dia – Os metalúrgicos de S. André e S. Bernardo contabilizam suas perdas: 21 dias de salários, sendo 1 dias de desconto, 4 domingos remunerados e 6 dias de férias, cálculos feitos de acordo com a nova legislação trabalhistas.

15º. Dia – Em 15/04/1980 os metalúrgicos de S. André recebem um boletim do seu sindicato: “ É possível que nosso direito de lutar tenha como resposta do governo e dos patrões a intervenção no sindicato, a prisão de companheiros e o terrorismo da repressão. Paramos as máquinas para que nos ouçam e continuaremos até que parem de usar a força e venham dialogar e democraticamente buscar soluções negociadas “.

16º. Dia: Difícil fazer a cobertura da greve em 1980. Era preciso estar em todos os lugares e nas assembléias. Um dos pontos eram os distritos policiais, para onde eram conduzidos os grevistas, contrariando a lei 4.330 a chamada Lei de Greve. 17º. DIA= 17 de abril de 1980 – Em 17/04/1980 o ministro do trabalho Murilo Macedo decide intervir nos dois sindicatos – S. Bernardo Diadema) e Santo André (Mauá-Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra) 1980 - Categoria desencadeia nova greve que dura 36 dias. Em abril de 1980, o sindicato, sob a presidência de Luiz Inácio da Silva, sofre intervenção do governo federal sofrem nova intervenção Lideranças do movimento são presas e processadas com base na Lei de Segurança Nacional. Lula é preso em 17 de abril de 1980, ficando 31 dias no DOPS.

Os metalúrgicos conquistam aumentos escalonados acima do índice oficial.

O Interventor era Osvaldo Pereira D’ Aguiar Baptista, e seu assessor direto era Vladir Arienzo e uma senhora que passaram a chamar de Alzirona. A ordem para a intervenção foi dada pelo Ministro do Trabalho, Murilo Macedo e durou 9 meses ( de abril de 1980 a janeiro de 1981 ). Nessa intervenção são demitidos 18 funcionários, sendo alguns enquadrados na Lei de Segurança Nacional

Em 18 de abril de 1980 – Governo intervém nos metalúrgicos.

E O GOVERNO INTERVÉM NA GREVE DE 1980: No 18º. Dia da greve dos metalúrgicos do G. ABC, em 1980, a posse dos interventores. Caem: Benedito Marcílio, de S. André e Lula, de S. Bernardo. Assumem os interventores: Guaracy de Souza Sampaio, em S. André e Oswaldo Pereira D' Aguiar Baptista, em S. Bernardo. Há resistências. Nove manifestantes são presos em S. Bernardo. O choque: gás lacrimogêneo nas ruas e praças. Grevistas, jornalistas e até um bilheteiro são feridos. Lula e Marcílio deixam seus sindicatos. Os interventores são funcionários de carreira do Ministério do Trabalho e dizem que administrarão enquanto que a política cabe ao ministro do trabalho, Murilo Macedo. Em 19 de abril de 1980- Polícia usa violência para Quebrar resistência; metalúrgicos decidem manter a greve; verdadeira batalha campal em S. Bernardo; Lula afirma que com tinua na liderança; S. André realiza assembléia no Jaçatuba; censura proíbe show no Vila Euclides. 20º. DIA- Em 20 de abril de 1980 – domingo- Interventores vão iniciar de fato seu trabalho à frente dos sindicatos de S. André e S. Bernardo na 2ª. Feira. Lula está preso no Dops com mais 11 companheiros. Outras duas lideranças são procuradas. A censura proibiu o show deste domingo no Vila Euclides, Chico Buarque denuncia perseguição. Entre os artistas que haviam confirmado participação estava Adoniran Barbosa. O prefeito Tito Costa procura o ministro da Justiça Abi-Ackel, para conseguir a liberação do estádio para o show. Não conseguirá. Deops efetua prisões de líderes sindicais e metgalúrgicos vão manter a greve; pela 1ª. Vez o Diário traz um perfil pessoal do líder Lula, ilustrado por uma foto 3x4.

Em 22 de abril de 1980- 22º. Dia-3ª. Feira- As Cenas repetem-se: soldados nas ruas, trabalhadores no Largo da Matriz de São Bernardo. Calcula-se em 40 mil trabalhadores.

Prefeito Tito Costa recebe parlamentares do PT e PMDB. Vão ao Paço, entre outros Ulysses Guimarães, Fernando Henrique Cardoso, Teotônio Vilela, Alberto Goldman e Airton Soares.

Lula permanece preso, com outras lideranças.

Em 23 de abril de 1980= 23º. Dia=Também o Largo da Matriz da Boa Viagem é ocupado por tropas por tropas policiais. Assembléia não pode no Paço, no Estádio da Vila Euclides e nem na Matriz. Comando geral da greve e dom Cláudio Hummes orientam os metalúrgicos, em 23 de abril de 1980, a se reunirem numa das 23 paróquias de S. Bernardo. De Brasília, o presidente Figueiredo sentencia: Igreja conduz-se mal “.

24º. DIA: Em 24/04/1980 – 5ª. Feira – Romeu Tuma libera o Largo da Matriz de S. Bernardo para mais uma assembléia dos metalúrgicos. A praça lota, o interior da igreja também. Mas o policiamento é ostensivo, e um helicóptero sobrevoa o local. Lula continua incomunicável no Dops.

25º. Dia – Em 25 de abril de 1980 – Apoio à greve vinha também do interior. Em Piracicaba, organizava-se a venda de bônus em pedágios montados nas principais ruas.

26º. Dia – Em 26/04/1980- Sob forte tensão, são presos mais 3 líderes sindicais: Gilson Menezes, Enilson Simões, o Alemãozinho, e Venâncio de Souza Luz. Alemãozinho chegou a ser levado ao gabinete do prefeito Tito Costa, numa tentativa de evitar a sua prisão. “ Concentrações dos grevistas não vão ser mais toleradas “ declara Romeu Tuma, diretor do Dops paulista e os metalúrgicos se concentram em Santo André

27º. DIA – em 27 de abril de 1980- Domingo- 4 mil metalúrgicos de S. André votam pela continuidade da greve, em assembléia realizada pela manhã no pátio da Igreja do Bomfim, em S. André. Começo tenso, com prisões, o 26º. Dia da greve acaba bem.

Manifestação Feminina. Nesse dia houve assembléia em 2 sessões no interior da Matriz; metalúrgicos também voltaram a se reunir no pátio da igreja do Bomfim. Os advogados Almir Pazzianoto e Raimundo Faoro visitam Lula no Dops. Pelo menos 7 metalúrgicos são presos em S. Bernardo e outros 3 em S. Paulo 28 o. Dia – em 28 de abril de 1980 –

Em 29 de abril de 1980, o estádio da V. Euclides completava 10 dias sob intervenção federal. Os metalúrgicos continuavam a ser acolhidos pela Igreja. Na rua Padre Lustosa, ao lado da Matriz da Boa Viagem, acotovelava-se a multidão. De repente, uma porção do produto químico é arremessada. Policiais e metalúrgicos acusam-se: Quem foi que jogou rapé ? Saída da Matriz: espaço interno da igreja insuficiente para abrigar os presentes. Em 29 de abril de 1980, Manchete: Novo Salário Mínimo subirá dia 1º. De maio e ficará em torno de Cr$4.300

Em 30 de abril de 1980- Era véspera do mais comovente dos 41 dias de greve. 4ª. Feira dia 30 de abril de 1980. Incertezas.Como celebrarão seu 1º. De Maio ? Lula estava encarcerado juntamente com Devanir Ribeiro, Djalma Bom, Alemãozinho, Ernesto Sensine, Etevaldo Santiago de Araújo, Expedito Soares, José Cicote, Zé Maria, José Timóteo, José Venâncio de Souza Luz, Orlando Francelino Motta, Rubens Teodoro de Arruda, Severino Alves da Silva. Difícil fazer a lista. Dizia-se: Osmarzinho está foragido. Pois bem, no dia seguinte, com o Paço e o Estádio interditados, eles fariam a mais ousada demonstração da história. E um dos oradores, no Vila Euclides lotado, seria Osmar Santos de Mendonça, o foragido. Em 1º. De maio de 1980- TRABALHADORES RECONQUISTAM O VILA EUCLIDES: A passeata de 1º. De maio marcou para sempre a história dos trabalhadores do ABC: era o 31º. Dia da Greve dos 41 dias. Houve concentração na Praça da Matriz, caminhada em direção ao estádio e ocupação do mesmo durante todo o dia-mesmo tudo proibido – Estivemos no fio da navalha desabafou o secretário de Segurança, desembargador Otávio Gonzaga Jr. Ao prefeito Tito Costa, em contato telefônico. A cidade amanheceu vigiada pela polícia desde às 5h.. É lamentável a comemoração deste dia com dezenas de líderes presos, gritou Osmarzinho. A greve perduraria mais 10 dias após o 1º. De maio. 32º. Dia – Em 2 de maio de 1980 – 6ª. Feira Silêncio neste feriadão prolongado, após as emoções do Dia do Trabalho. Nenhuma assembléia realizada. Grandes contingentes de famílias de metalúrgicos procuram comida nos pontos de fundos de greve

Rua João Basso, a rua do sindicato:policiamento discreto; STM – Supremo Tribunal Militar – nega pedido de habeas corpus dos metalúrgicos

Em 4 de maio de 1980- 34º. Dia da Greve dos 41 Dias: Fala-se que o fim da greve dos metalúrgicos na faixa de S. André a Rio Grande da Serra está próxima. À noite, Benedito Marcílio, presidente afastado do sindicato, é chamado à Brasília.

Em 5 de maio de 1980- 35º. Dia: 2ª. Feira. Termina a Greve dos metalúrgicos na faixa de S. André e Rio Grande da Serra. Francisco Chagas, ex-vice-presidente dos metalúrgicos local, conduz a derradeira assembléia, na igreja do Bomfim. Onde estaria Benedito Marcílio, o presidente afastado ?. Teria mesmo ido à Brasília ? Ou não quis conduzir a assembléia que selaria a sorte do movimento de sua base ?. Trinta anos depois, Benedito Marcílio é secretário no governo Aidan e bem que poderia elucidar essa questão à história do movimento sindical. Quebra pau em S. Bernardo, contabilizam-se 68 feridos. E a greve continua na cidade e em Diadema. Até quando ?

Em 6 de maio de 1980-36º. Dia: O interventor do Sindicato dos Metalúrgicos de S. Bernardo e Diadema, Oswaldo Pereira de Aguiar Baptista, recebe a imprensa. Diz que os atendimentos no sindicato foram reiniciado e que 95 % dos 170 funcionários do sindicato voltaram ao trabalho. O sindicato está sob intervenção desde 17 de abril. Em S. André, Mauá e Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra registra-se a volta maciça ao trabalho. Em S. Bernardo e Diadema a greve continua. A Policia Militar vigia o estádio de Vila Euclides, o Paço Municipal e o Sindicato dos Metalúrgicos

37º. DIA-em 07 de maio de 1980-4ª. Feira- Nova assembléia dos metalúrgicos de S. Bernardo e Diadema é realizada na Matriz da Boa Viagem. No Largo da Matriz, tumulto. Ônibus são depredados no Centro. A Polícia Militar lança jatos de gás lacrimejante e efetua prisões. A greve continua nas duas cidades.

5ª. Feira 8 de maio de 1980. Três mil vozes femininas cantam e pedem, nas ruas, a volta das negociações e liberdade para os líderes metalúrgicos presos no Dops. Entre as mulheres, Marisa, atual 1ª. Dama. As mulheres descem a Marechal a partir da Matriz, alcançam o Paço e retornam à Matriz. Nas mãos, faixas, rosas e bandeirinhas do Brasil. Numa faixa “ Lula, estamos com você ‘. 40º. Dia - Sábado – 10 de maio de 1980. Juraci Batista Magalhães, ex-diretor de base, é preso às 8,30 h. em sua casa, no Jardim Inamar, em Diadema. Na véspera, durante assembléia na Matriz da Boa Viagem, ele havia dito: “ Desde o começo tentam esvaziar nosso movimento, mas só nós é que vamos acabar com a greve, no momento em que julgarmos necessário. Assumimos seu inicio e assumiremos seu final “. Manchete no Diário: Greve pode acabar amanhã; metalúrgicos iniciam greve de fome (no Dops ).

41º. DIA – Domingo, 11 de maio de 1980 – Assembléia decide hoje fim da greve dos metalúrgicos: 14 h. na Igreja Matriz da Boa Viagem.

Foi uma sequência triste: 1- no domingo, 11 de maio de 1980, já sem forças, com suas principais lideranças detidas, os metalúrgicos são acolhidos no vamente na Matriz da Boa Viagem e votam pelo fim da greve, no seu 41º. DIA. 2- Na 2ª. Feira, dia 12, a notícia da morte de Eurídice Ferreira de Melo, 65 anos, vítima de câncer. Ela era a mãe de Lula, que é levado ao velório, no Hospital da Beneficência Portuguesa, em S. Caetano; reencontra-se rapidamente com Marisa. 3- Na 3ª. Feira, dia 13, o sepultamento de d. Eurídice. Uma vez mais Lula consegue liberação ---sob forte vigilância policial.E é conduzido ao cemitério de Vila Paulicéia. Em seguida, retorna à prisão.No último dia da greve, Osmar Mendonça, Osmarzinho, é detido no interior da Matriz.Mesmo assim, consegue dirigir-se pela última vez no movimento aos metalúrgicos presentes. Na 2ª. Feira, Romeu Tuma, delegado-geral do DOPS entra em contato com a 2ª. Auditoria Militar, que autoriza a liberação de Lula para ir ao velório e, no dia seguinte, ao enterro da mãe.

Continua: O clima é desolador. Na 3ª. Feira, 13 de maio, o Diário publica: Greve termina, mas operários decidem boicotar produção. 400 demissões são registradas. Fica a declaração de Manoel Anísio, integrante da Comissão de Salários dos metalúrgicos: “ Se a produção hoje é de 60 %, vamos até 6ª. Feira baixar para 10 “.

1.980 = diário= Em 11 de maio de ... Chega ao fim a célebre greve dos 41 dias dos metalúrgicos do Grande ABC. Greve, com intervenção nos sindicatos, prisão de dirigentes e ativistas e fortíssima repressão policial e militar. (lembrança de Nelson Campanholo)








1980= Diário de 11/06/07= Comissão de Fábrica=Tema de João de Deus Martinez, no 9o. Congresso de História do GABC.realizado de 22 a 26/05/07, em S. Bernardo. No fervor das 1as. Greves dos metalúrgicos do GABC, a Volkswagen do Brasil incentivou, patrocinou e fez eleger a 1a. Representação dos seus empregados, formada por colaboradores sindicalizados ou não. Um avanço nas relações trabalhistas brasileiras que resultaria na criação de uma outra forma de representação industrial, a Comissão de Fábrica, esta defendida e proposta pelos sindicatos. O movimento recebeu a proposta da Volks com um pé atrás, pois a iniciativa era patronal. Essa notícia foi dada à imprensa pelo seu presidente Wolfang Sauer, no dia 10/09/1980. Uma verdadeira Bomba.!!! O presidente do Sindicato dos Metalúrgico de S. Bernardo, Afonso Monteiro da Cruz, no cargo como Interventor, rebelou-se. Achava que a medida era para esvaziar a luta dos trabalhadores, que relegariam os sindicatos. Lula esbravejava: A Volks vem com um sistema fajuto, para enfraquecer e dividir os Sindicatos. Esse sistema surge das necessidades de haver uma melhor negociação dos trabalhadores para dialogar com a empresa, emendava Eduardo Suplicy, na condição de Jornalista da Folha de S.Paulo. No dia da votação o Sindicato tenta boicotar enviando um boneco de João Ferrador, símbolo da luta. João de Deus e seu companheiro de chapa, Ivo de Lucas, foram os mais votados, com apoio velado do sindicato. Afonso diz a João de Deus: Vai me informando dos acontecimentos = João de Deus Martinez estava com 39 anos e tinha 18 de Volks. Era Inspetor de Qualidade. Recebeu 709 votos. Virou manchete; foi entrevistado pela revista Isto É, e não teve dúvidas em defender as greves e lamentar a prisão de Lula (cf.ed.de 26/11/1980). Pouco mais de 1/4 de século depois, João revive aqueles momentos em que esteve diretamente ligado. Sem arrependimentos. Valeu a pena ter comido o pão que o diabo amassou, porque Lula hoje está lá em Brasília, resultado de nossa luta. Em 14 de junho de 1980 – Reunião de metalúrgicos é impedida no Sindicato de São Bernardo, mesmo com a permissão do interventor Oswaldo Pereira de Aguiar Batista. A PM impediu a reunião. Os operários, então, encontraram-se no Largo0 da Matriz para discutir a situação de demitidos durante a greve dos 41 dias. Aposentados: Também uma assembléia de aposentados marcada para o Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André foi impedida pela PM. Em 25 de junho de 1980, Luiz Inácio Lula da Silva é eleito o 1º. Presidente do PARTIDO DOS TRABALHADORES.

Em 28 de junho de 1980 – INTERVENTOR DEMITE 18 FUNCIONÁRIOS: - Ver em Vítimas da Ditadura Militar Devido às paralisações nos últimos dias, 18 funcionários foram demitidos ontem (27 de junho ) por justa causa Em ato assinado pelo Interventor Oswaldo Pereira D’ Aguiar Baptista, por ordem do ministro do Trabalho Murilo Macedo. O Interventor não tem recebido a imprensa, chegando até a expulsar os jornalistas de sua sala. Vladir Arienzo, assessor, acusou os repórteres de subversivos. Ontem voltaram a acontecer os mesmos incidentes entre funcionários e Interventoria. O texto do comunicado diz: Fica VS. Cientificado de que foi rescindido seu contrato de trabalho, por justa causa, em virtude de sua participação ativa nos acontecimentos ocorridos em data de ontem (26), na sede do sindicato, como amplamente noticiado pela imprensa e na conformidade do constante no Boletim de Ocorrência no. 1398/80. A relação dos funcionários demitidos é a seguinte:

Quanto a Júlio de Grammont ( conforme publicação de sua biografia pos-mortem, em 27/11/1998, ele foi o criador da estrela símbolo do PT ) foi demitido também, segundo consta do comunicado assinado pelo interventor, por “ prática de ato lesivo de honra e boa fama de superior hierárquico “. Embora o documento não esclareça quais são esses atos, poderiam estar relacionados, segundo alguns funcionários, com sua atividade do jornal ABCD, que passou a substituir o “ Tribuna Metalúrgica “ órgão oficial do Sindicato, depois da posse do interventor. Segundo os funcionários, a interventoria agiu irregularmente, demitindo trabalhadores com estabilidade, como Ângela Maria de Alvarenga Elesbão ( membro da CIPA com estabilidade até outubro ) e dois funcionários, membros da Comissão de Representantes, Tarcísio Garcia Pereira e Raimundo Simão de Melo, eleitos durante a gestão de Lula e com estabilidade por dois anos. Desses funcionários, seis deverão ser indiciados em inquérito por incitar à paralização do trabalho: Tarcísio e Dario Ferreira da Silva, Raimundo Simão, Ângela Maria, Maria Aparecida Reis e Júlio de Grammont. O interventor fez boletim de ocorrência no 1º. Distrito Policial de São Bernardo. O advogado Luis Eduardo Greenhald deverá impetrar mandado na próxima 2ª. feira, baseado na ilegalidade da demissão de funcionários de um Sindicato sob intervenção. Motivo: As demissões, segundo o comunicado do interventor, foram causadas pelos incidentes ocorridos na 5ª. feira na sede do Sindicato. Os funcionários paralisaram suas atividades, às 2 horas da tarde, solicitando uma audiência com o interventor, que foi negada. Oswaldo Pereira também se negou a receber a comissão eleita pelos funcionários e integrada por Raimundo Simão, Tarcísio Tadeu e Dario Ferreira da Silva. Os funcionários queriam explicações sobre o abaixo assinado enviado ao interventor e assinado por todos, em que denunciam a agressão de companheiros pelos policiais encarregados da Segurança do Sindicato. O texto do abaixo-assinado, diz o seguinte: “ Os funcionários vêm a presença de V. Sa. Para o fim de expor e solicitar o seguinte: Desejamos, inicialmente, deixar patenteado que reconhecemos como justa a pretensão dos metalúrgicos de reconquistar seu órgão de classe. Podemos testemunhar que a luta deles sempre foi pacífica, refletindo o espírito ordeiro dos trabalhadores. Nós também somos trabalhadores e não necessitamos de qualquer proteção policial. Os metalúrgicos são companheiros e amigos que não tememos. Deles, os funcionários só esperam cordialidade e amizade. Assim, queremos que dentro do Sindicato, enquanto estivermos trabalhando, não haja qualquer policiamento. A polícia, inclusive, só incomoda. Policiais já agrediram nosso colega de trabalho, prenderam duas colegas, e estão se acostumando a dirigir gracejos idiotas às nossas companheiras. Aguardando, pois, a tomada de providências, que atenda a presente solicitação “(Segue-se assinatura de todos os funcionários ). Esse abaixo-assinado motivou intensa irritação do interventor que chegou a interrogar os jornalistas sobre o modo, como o documento tinha chegado às mãos da imprensa. Uma das funcionárias do Sindicato, nomeada pelo interventor, ficou bastante nervosa e de dedo em riste dizia para os funcionários, reunidos no saguão: “ Isso é insubordinação. Nós somos do Ministério do Trabalho, temos que fazer com a que a CLT seja cumprida. Vocês serão punidos “.

O interventor chamou então um dos funcionários, Tarcísio Garcia Pereira e manteve-o durante 3 horas e meia detido em sua sala, guardado por dois PMs e dois policiais do DEOPS. Um dos membros da Comissão, Raimundo Simão de Melo, insistia para que o interventor recebesse a Comissão, pois dessa forma todos voltariam ao trabalho. Raimundo informou que tinha sido chamado pelo interventor aos gritos, e foi humilhado, tendo sido desrespeitado “ como funcionário e como advogado “. Outros funcionários disseram ter sido chamados de forma individual pelo interventor que lhes solicitou a retirada de seu nome do abaixo-assinado e sugerindo, ao mesmo tempo, sua assinatura em outro documento. A confusão aumentou no Sindicato quando 16 funcionários da Volkswagen resolveram exigir a assinatura de suas homologações, uma vez que estavam ali há mais de uma hora, esperando ser atendidos. Dois agentes do Deops que não se identificaram, atuando como intermediários, tentaram apaziguar os ânimos exaltados dos trabalhadores, pedindo-lhes que voltassem no dia seguinte. Os funcionários da Volks não concordaram e, depois de 40 minutos, conseguiram que o funcionário do Ministério do Trabalho, Antonio Bento, assinasse as homologações Os trabalhadores revoltados disseram que “ no tempo do Lula não havia disso não “, solicitando ao mesmo tempo que o interventor deixasse o Sindicato para os trabalhadores, renunciando seu posto. Por volta das 18 h. a tensão diminuiu com a liberação do assistente social Tarcísio. Decidiram então, rumar para a Igreja Matriz, onde realizaram uma mini-assembléia para discutir a situação criada pelo interventor. Ontem, os funcionários se reuniram novamente, para discutir as demissões.

VISITA DO PAPA JOÃO PAULO II Cerca de 13 mil convites estão sendo distribuídos entre os metalúrgicos para que compareçam ao Estádio do Morumbi no próximo dia 3 de julho de 1980, para o encontro com o Papa. Cerca de 150 mil trabalhadores deverão estar presentes e só será permitido a entrada aos portadores de convite. A diretoria cassada do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, divulgou manifesto de apoio à visita do Papa, afirmando que “ a Igreja Católica deu todo apoio a nossa greve, defendendo a legitimidade de nossa luta e mobilizando as Comunidades de Base e as paróquias para recolherem dinheiro e alimentos para o nosso Fundo de Greve “.

GREVISTAS, NÃO : Funcionários demitidos de várias empresas automobilísticas, estão denunciando a Scania e a Chrysler por não quererem admitir grevistas, o que também está ocorrendo na Volkswagen. Eles dizem claramente que não vão admitir grevistas, entretanto, estão admitindo outros trabalhadores com salário rebaixado na sua função em cerca de 40 %.

DETENÇÃO: O ex-diretor do Sindicato, Manoel Anísio Gomes, foi detido ontem na porta da Fritz Moldu Car, por policiais militares, quando distribuía convocação para o comparecimento dos metalúrgicos ao Morumbi, durante a visita do Papa. Depois de algumas explicações, o dirigente foi libertado.

CARTA: Ontem, a ex-diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos divulgou uma carta denunciando o interventor, chamando-o de “ Macedinho “. Os metalúrgicos afirmam que não vão dar “folga nem moleza para o interventor, nem para a “ Alzirona e Vladir “(a quem acusaram de ser dedos duro “. Segundo o documento, os inspetores do trabalho que estão no Sindicato recebem uma ajuda de custo de Cr$ 1.200,00 por dia e estão tentando criar um clima de terror na entidade.

Em 21 de setembro de 1980, na campanha salarial para 1981, os metalúrgicos de São Bernardo e Diadema articual a retomada do sindicato, ainda sob intervenção desde a greve dos 41 dias.

Em 1981 - Entra a Junta Provisória, que ficou 6 meses, composta por Afonso Monteiro da Cruz, Janjão, Toninho da Brastemp, Honório e Antonio Ferreira ( pai da Angelinha ) falecido em agosto de 2009.

Em 22 de janeiro de 1981, reúnem-se as diretorias cassadas dos metalúrgicos de S. Bernardo e S. André.

Em 28 de janeiro de 1981 – Procurador da Justiça Militar pede a condenação de Lula e outros 12 líderes.

Em 4 de fevereiro de 1981- São Bernardo terá ato de protesto contra enquadramento de 13 metalúrgicos do Grande ABC—Lula, entre eles – na Lei de Segurança Nacional.

Em 5 de fevereiro de 1981: Na próxima semana, as juntas governativas dos sindicatos dos metalúrgicos de Santo André e São Bernardo serão nomeadas, garante o ministro Murilo Macedo, do Trabalho.

Em 11 de fevereiro de 1981 – Metalúrgicos chamados para duas assembléias.

Em 12 de fevereiro de 1981 – Murilo Macedo, ministro do Trabalho, indica hoje juntas governativas para metalúrgicos; Justiça Militar adia julgamento de Lula e outros 12 metalúrgicos do Grande ABC.

Em 14 de fevereiro de 1981 – Lula apóia juntas, ataca sindicalismo e critica o governo. Ato contra LSN amanhã no Paço de São Bernardo. Em Editorial, o jornal diz: O fim da intervenção ( nos sindicatos dos metalúrgicos ), depois de 10 meses.

Em 17 de fevereiro de 1981 – 3ª. Feira – Juntas Governativas empossadas. Afonso Monteiro da Cruz, 45 anos, presidente da Junta do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema; Antonio Morales, 42 anos, presidente da Junta em Santo André no lugar de Vicente Bevilacqua, que renunciou à nomeação antes mesmo de assumir.

Em 22 de fevereiro de 1981 – PT pretende reforçar os núcleos de bairros no Grande ABC. Jornalista Carlos Alberto Balista realiza mesa-redonda no Diário com os presidentes das comissões executivas provisórias: Osvaldo Bargas ( Santo André ); Expedito Soares ( São Bernardo ); André Dardis ( São Caetano ) e Agostinho Vieira de Freitas ( Mauá ).

Em 24 de fevereiro de 1981 – Metalúrgicos de Santo André decidem: Junta não negociará com empresários; Lula tenta unificar campanhas salariais de várias categorias.

Em 25 de fevereiro de 1981 – Julgamento de Lula e mais 12 começa hoje na Justiça Militar. Vão a julgamento: Djalma Bom, Enilson Simões ( alemão ), Gilson Menezes, José Cicote, Juraci Batista Magalhães, José Maria de Almeida, José Timóteo da Silva, Lula, Manoel Anísio, Nelson Campanholo, Osmar Mendonça, Rubens Teodoro de Arruda e Wagner Lino

Em 26 de fevereiro de 1981- Justiça Militar condena 11 dirigentes sindicais; Atingidos poderão apelar em liberdade; na casa de Lula, emoção e revolta.

Em 27 de fevereiro de 1981 – Justiça Militar liberta os líderes metalúrgicos; No Deops, Lula e 10 sindicalistas são impedidos de prestar declarações; NCBB envia moção de solidariedade.

Em 28 de fevereiro de 1981 - Ex-diretores dos Metalúrgicos convocam assembléia para hoje; para Lula, condenação é manobra.

Em 8 de março de 1981 – Campanha Salarial sacode metalúrgicos na fábricas, na igreja e no sindicato ( reportagem de Luiz Carlos Ferraz – Diário do Grande ABC.,)

Em 12 de março de 1981 – Cresce mobilização de metalúrgicos na região por aumento. Na capa do Diário, uma foto de Lula discursando na porta da Mercedes – Benz.

Em 13 de março de 1981 – Metalúrgicos indicarão quem irá às negociações.

Em 14 de março de 1981 – Carreteiros reúnem-se com ministro de Transportes na 2ª. Feira. GM nega dispensa em massa. Realizada no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo a 1ª. Assembléia desde a intervenção.

Em foto de 1ª. Página , de Fernando Ferreira, Lula aparece ao lado do interventor , Afonso Monteiro da Cruz, com o auditório lotado Em 15 de março de 1981- Greve dos metalúrgicos será decidida dia 29. Política salarial volta a bailar.

Em 17 de maio de 1981 – Metalúrgicos e Fiesp na mesa de negociações; Ciesp prepara-se para a greve.

Em 18 de março de 1981- Metalúrgicos e Fiesp iniciam negociações. Pensar em acordo, antes de pensar em greve.

Em 19 de março de 1981 – Metalúrgicos discutem itens salariais.

Em 20 de março de 1981 – Murilo Macedo, ministro do Trabalho, garante que política de reajuste semestral não muda.

Em 22 de março de 1981 - General diz que não existe clima para contestação armada no Brasil.

Em 24 de março de 1981 – Metalúrgicos rejeitam proposta do Grupo 14.

Em 28 de março de 1981 - Grupo 14 oferece 8 % mais INPC na última proposta; metalúrgicos querem 15 %.

Em 28 de março de 1981, PT inaugura núcleo em São Bernardo: Rua Newton Prado, 76, Centro.

Em 29 de março de 1981 – Metalúrgicos decidem hoje mas Grupo 14 acredita em acordo.

Em 31 de março de 1981 – Metalúrgicos firmam acordo com a Fiesp.

Em 1º. De abril de 1981 – Assinado o acordo, luta continua pelo trimestral. Empresários e matalúrgicos, incluindo os do Grande ABC, concluíram negociações na sede da Fiesp.

Em 2 de abril de 1981 – Metalúrgicos permanecem mobilizados.

Em 4 de abril de 1981 – Sindicalistas debatem jornada na Volkswagen

Em 11 de abril de 1981- Decisão do acordo dos metalúrgicos sai em assembléia.

Em 15 de abril de 1981 – Operários vão decidir redução de horário na Volkswagen.

Em 18 de abril de 1981 – Metalúrgicos rejeitam redução e a Volkswagen promete demitir 5 mil. Em 24 de abril de 1981, Metalúrgicos aguardam manifestação oficial no caso Volkswagen.

Em 1º. De Maio de 1981 - Trabalhadores comemoram jornada histórica de lutas: Murilo Macedo, ministro do Trabalho, nada promete à Junta dos metalúrgicos de São Bernardo. Ricardo Hernandes fotógrafo aposentados em banco de praça com a inscrição “ Campanha Salarial “. E a legenda: Dei mais da metade da minha vida trabalhando em benefício do País.

Em 3 de maio de 1981- Trabalhadores decidem propor greve nacional.

Em 9 de maio de 1981: Encontro entre junta governativa do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André, ex-diretores e trabalhadores demitidos provoca tumulto.

Em 1º. De junho de 1981 – EDITAL – ELEIÇÕES SINDICAIS – REGISTRO DE CHAPA Marcadas para os dias: 3, 4, 5, 6 e 7 de agosto de 1981 CHAPA NO. 1 CHAPA NO. 2 EFETIVOS: EFETIVOS Jair Antonio Meneguelli Osmar Santos de Mendonça Vicente Paulo da Silva João Batista Rocha Lemos Osvaldo Martines Bargas Enilson Simões de Moura Humberto Aparecido Domingues Jaime Vicente da Silva Ferreira João Paulo de Oliveira Emidio Saraiva dos Santos Paulo Tarciso Okamotto Geovaldo Gomes dos Santos João Justino de Oliveira Manoel Ferreira de Lima SUPLENTES: SUPLENTES: Antonio Fernandes Martins Luiz Lakatos Elizeu Marques da Silva Jotair Brás do Nascimento Vilmar Roberto Aléo Irani Alves Pereira Gilberto Castanho Antonio Carlos de Souza Raimundo Nonato de Souza Orlando Galina Pereira Manoel Veloso Falcão Mário de Paula Maria Alves de Lima José Carlos Barbosa CONSELHO FISCAL CONSELHO FISCAL João de Melo da Silva Manoel Correa Alberto Eulálio Pedro Gomes de Souza José Soares Malta Jesus Lisboa Gomes Antonio de Lucca Filho Valdemar Américo José Henrique Mendes Pedro Costa de Souza Natal Cassemiro João Francisco dos Santos PARA DELEGADOS NO CONSELHO DA FEDERAÇÃO IDEM João Ferreira Passos João Lopes dos Santos José Ferreira de Souza Ademir Gonzaga de Almeida José Cândido Pereira Sebastião Edvaldo Oliveira José Batista Cavalcante Luiz Bezerra de Morais

O Edital foi assinado em 1º. De junho de 1981, por Afonso Monteiro da Cruz.

Em 27 de junho de 1981 - Duas mil pessoas no ato contra o desemprego na PRAÇA DA SÉ. Em foto de 1ª. Página, assinada por Fernando Ferreira, o discurso de Lula de barbas negras e boné de lã.

Julho de 1981 são realizadas as eleições.

Em 5 de agosto de 1981 = Prossegue pleito dos metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, com duas chapas: A UM liderada por Jair Meneguelli; e a DOIS = que tem à frente Osmar Mendonça. Em 15 de agosto de 1981, toma posse a nova diretoria, sendo o Presidente Jair Meneghelli, biênio 81/82. Em 18 de agosto de 1981= Marcada assembléia dos desempregados; Ford pode demitir mais 2 mil; 3.100 operários aderem À DEMISSÃO VOLUNTÁRIA NA Volkswagen Em 18 de agosto de 1981, Show do conjunto folclórico Popular da Palestina no Sindicato. Em 22 de agosto de 1981, é aberta em Praia Grande, a 1ª. Conclat ( Conferência Nacional da Classe Trabalhadora ); Diretores dos Sindicato dos Metalúrgicos de S. Bernardo e Diadema são recebidos por Murilo Macedo (ministro do Trabalho); em pauta: a readmissão


Em 27 de agosto de 1981- Na I Conclat, em Praia Grande, sindicalistas propõe ao Ministério do Trabalho: tomada de decisão mais corajosa por parte do governo, criação de outras fontes de trabalho, setor metalúrgico, mais diálogo com empresários. IBGE contabiliza 917.256 desempregados em 7 regiões metropolitanas; economia desaquecida.


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A Greve: Anúncio publicado em destaque “ Metalúrgico, volte ao trabalho, saiu o melhor acordo possível. Comissão de Negociação da Fiesp “. Igreja: Dom Cláudio Hummes, bispo diocesano do Grande ABC, conclama paróquias a arrecadar alimentos para as familias dos metalúrgicos. Óbito: falece Gerhard Alex Eckhoff, 53 anos. Ele era alemão e desde 1968 exercia o cargo de diretor de produção da Volkswagen, em São Bernardo.

GREVE – 6º. DIA

Memória

Uma história de 50 anos. E muitos nomes a serem descobertos

Doze de maio de 1959. Fundada a Associação dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema,semente do atual Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

O novo sindicato teve o apoio de Santo André, a quem os metalúrgicos de São Bernardo e Diadema estavam filiados.

Há 50 anos, mesmo com a Guerra Fria e a lembrança da ditadura recente de Getúlio e das agruras de governos como o do presidente Dutra, o clima democrático preponderava no País - bem diferente do que ocorreria em 1964 e anos seguintes, com a ditadura militar.

Em 50 anos, o sindicato teve à frente, como presidentes, interventores e/ou administradores: Lino Ezelindo Carniel, Anacleto Potomati, Clemiltre Guedes da Silva (interventor), Afonso Monteiro da Cruz, Paulo Vidal Neto, Luiz Inácio Lula da Silva, Guaracy Horta (interventor), Jair Meneguelli, Vicente Paulo da Silva - O Vicentinho, Heiguiberto Guiba Della Bella Navarro, Luiz Marinho, José Lopez Feijóo e Sérgio Nobre.

A atual diretoria tomou posse em agosto de 2008. E é para esses diretores que dirigimos a coluna hoje: coloquem a construção da memória da categoria entre as tarefas do sindicato. A cadeira que cada um de vocês ocupa já teve outros donos, mesmo que em número menor. Vocês também passarão. O desafio é fazer justiça a cada um deles e de vocês. Por que não começar pela história de Afonso Monteiro da Cruz. Vocês sabem quem foi ele?

No último 1º de maio, o fotógrafo Januário Fernandes da Silva seguiu para os lados da Avenida Maria Servidei Demarchi e, na frente do portão dos funcionários da Volkswagen, fotografou a Praça Afonso Monteiro da Cruz, chamada de complexo viário e que está abandonada.

E como dissemos ontem, seguem quatro nomes, listados por Januário, que merecem ser lembrados na data em que os metalúrgicos celebram os 50 anos do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

1 - Maurício Soares de Almeida. Antes de ser prefeito de São Bernardo, foi advogado dos metalúrgicos. Segundo Januário, foi demitido pelo Sindicato dos Metalúrgicos como um empregado qualquer. 2 - Tia do Bar assim descrita por Januário: "Uma mulher guerreira que sempre lutou junto com os metalúrgicos, conheceu as lutas do companheiro Afonso e tinha uma profunda amizade com ele". 3 - Jair Meneguelli antes de assumir o comando do sindicato foi ferramenteiro na Ford. Januário não diz, mas Meneguelli é hoje presidente do Sesi. 4 - Elizeu Marques. Metalúrgico da Forjaria São Bernardo e ex-diretor do sindicato. Januário escreve: "(...) um dos pioneiros da TV dos Trabalhadores e peão que soube enxergar a importância de um trabalhador registrar a história da nossa luta de classes onde ela verdadeiramente acontece, que é o chão de fábrica".

Em 20 de abril de 1982,: Hoje nova tentativa e acordo e julgamento do dissídio coletivo que envolve o Grupo 14 da Fiesp e os metalúrgicos dissidentes de São Bernardo do Campo e Diadema, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Santa Bárbara d'Oeste e Itu. Em 21 de abril de 1982 - TRT ( Tribunal Regional do Trabalho ) fixa em 7% o índice de produtividade para o aumento de salários dos metal´´urgicos. Em 11 de maio de 1982 - Nova greve para 36 mil metalúrgicos: Depois das grandes concentrações grevistass iniciadas em 1979, os metalúrgicos de São Bernardo e Diadema realizam a " greve pipoca ", por fábrica, em protesto contra o não pagamento de salário com 7 % de aumento real. Sete empresas são atingidas: Volkswagen, Volkswagen Casminhões, For, Mercedes-Benz, Saab-Scania, Rolls-Royce e Fietrobras - esta concordou em pagar 9 %. Quatro outras indústrias atenderam de imediato o pedido dos 7 %: Termomecânica, Conforja, Resil e Permatec. Em 13 de maio de 1982 - A greve dos metalúrgicos cresce no interior; em 3 dias de greve deixaram de ser produzidos mais de 6 mil veículos. Em 15 de maio de 1982- Sai o acordo dos metalúrgicos: 5, 5 %. Não há mais greve.

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Em 20 de setembro de 1981, Sindicatos unificam-se para ato público dia 1º. De outubro em frente à Matriz de São Bernardo: é o Dia Nacional do Protesto. Em 23 de setembro de 1981, Aureliano Chaves promete mesma diretriz do governo Figueiredo. Em 24 de setembro de 1981, assume o Planalto o 1º. Presidente civil após 17 anos: Aureliano Chaves. Em 20 de novembro de 1981-6ª. feira-Diário: AUDITORIA MILITAR CONDENA LULA E 10 em 21 de novembro de 1981: apelação de sindicalistas do grande abc condenados pela justiça militar vai ao STM na 4a. feira. Em 23 de novembro de 1981, paralisação na Ford Em 28 de novembro de 1981, baile com a Orquestra de Roberto Ferri.

Em 9 de dezembro de 1981, TST começa julgamento de recursos dos metalúrgicos do Grande ABC condenados pela Justiça Militar, entre os quais Lula. SINDICALISTAS: Depois de um dia todo de julgamento, a Auditoria Militar de São Paulo condenou Lula e mais 10 sindicalistas do Grande ABC, envolvidos na greve dos metalúrgicos, a penas variadas de dois a três anos e seis meses, com direito a apelação em liberdade, Os 11 sindicalistas foram condenados a uma pena somada de 20 anos e 5 meses, e respondem a processo com base na Lei de Segurança Nacional. Lula é apontado como possível candidato do PT ao governo do Estado e seus advogados entendem que a inelegibilidade só ocorre depois da sentença transitada em julgado. As sentenças foram lidas às 23 h. na auditoria, localizada à av. Brig. Luiz Antonio. Houve protestos de cerca de 100 pessoas que estavam na rua. A decisão foi de 3 votos a favor das condenações e 2 contra, sendo as seguintes as penas aplicadas aos sindicalistas: 1 - Luiz Inácio da Silva = 3 anos e 6 meses 2 - Enilson Simões de Moura (Alemão) 3 anos e 6 meses 3 - Djalma de Souza Bom 3 anos 4 - Rubens Teodoro 3 anos 5 - Juraci Magalhães 3 anos 6 - José Maria de Almeida 2 anos e 6 meses 7 - Manoel Anísio 2 anos e 6 meses 8 - Gilson Menezes 2 anos e 5 meses 9 - Osmar Mendonça 2 anos 10- Nelson Campanholo 2 anos 11- Vagner Lino Alves 2 anos

Foram absolvidos: José Timóteo e José Cicotti

Lula é presidente nacional do PT e Djalma de Souza Bom, presidente do diretório regional de São Paulo.

OS RÉUS, 13 HOMENS COMUNS: (Folha de São Paulo, em 25/02/1981) Os treze metalúrgicos que serão julgados pela Justiça Militar, têm histórias semelhantes. Quase todos migraram para São Paulo, tiveram atuação sindical e perderam seus empregos em represália a essa militância. Isso é o que mostra o livreto “ Quem são os 13 trabalhadores que serão julgados ? “ , de autoria do deputado Estadual Eduardo Suplicy –PT-SP- que ouviu todos os acusados , reuniu seus perfis e enviou coletânea ao presidente Figueiredo. Na carta que enviou, junto com o livro, Suplicy diz que as vidas dos 13 metalúrgicos formam parte “ da história da industrialização de São Paulo, do extraordinário esforço dos pais e filhos para conseguir uma precária educação. A trajetória deles representa, em grande parte, o outro lado da medalha de como se deu o processo de acumulação de capital no Brasil “. Segue-se, resumo dos perfis dos acusados: Ver suas biografias no final deste documento

O LULA DO TEMPO DA VILLARES E DO SINDICATO – (Memória dia 15/12/2002) Quem é o Lula, Luiz Inácio da Silva, que assumirá, em pouco mais de duas semanas, a Presidência da República do Brasil ?. Seus amigos de hoje são os mesmos de ontem ? Como se portava o jovem Lula como torneiro-mecânico na Villares, unidade de São Bernardo ? Qual era o seu apelido entre os companheiros de fábrica ? Alguém tirou alguma fotografia do Lula quando da sua rescisão de contrato na Villares ? E como foi que Lula, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, celebrou a sua liberdade ao deixar a cadeia política em pleno regime militar ? Perguntas e mais perguntas ... que a coluna procurará responder graças ao depoimento de quem com ele conviveu. Afinal, este é um momento histórico e um homem do Grande ABC chega, pela 1ª. vez, ao mais alto cargo político e administrativo da nação. Lula assinava diferente há 30 anos. Tinha uma letra arredondada, desenhada. E quantos guardaram a sua carteirinha do Sindicato com a assinatura do líder nacional ?. E como é que Lula, dirigente sindical, sim, mas ainda em cargos sem destaque, estimulava os companheiros de trabalho a se organizarem em busca de melhores condições de trabalho num Grande ABC que, de fato e de direito, tinha na indústria o carro-chefe da sua economia. Bons tempos aqueles !!! As respostas a estas indagações serão dadas por gente que conviveu com Lula em outros tempos. Gente que envelheceu juntamente com ele. Que votou nele para presidente, nesta ou em outras eleições. E que se orgulha disto, mesmo distanciado do líder que se forjou a partir de uma bancada industrial. Seremos acompanhados, nesta série, de um jovem jornalista chamado Eduardo Suplicy que, em 1981, entrevistou Lula e outros 12 líderes metalúrgicos do Grande ABC, todos incursos na Lei de Segurança Nacional, a maioria dos quais condenados e que, depois, mantiveram-se fiéis ao próprio Lula ou, então, seguiram outros caminhos --- sem se esquecer do líder maior que agora chega à Presidência da República. Suplicy, já como deputado estadual, produziu um livreto de 30 páginas sobre os metalúrgicos do Grande ABC. Cópias xerográficas foram tiradas. O original foi encaminhado ao presidente João Figueiredo para mostrar que Lula e seus companheiros metalúrgicos não eram aventureiros e não mereciam ser condenados. O regime não ligou muito para os argumentos de Suplicy, mas o texto que o deputado-jornalista produziu é hoje uma peça histórica das mais valiosas, mesmo que esquecida entre tantas coisas escritas sobre Lula e os metalúrgicos do ABC. Entre os testemunhos do Lula presidente do Sindicato está o jornalista José Roberto Marques, de Santo André, à época correspondente da Rádio Bandeirantes. Os boletins de José Roberto eram diários, diretos da fonte. Ele entrava ao vivo na programação, às vezes 15 ou 2º vezes por dia. José Roberto Marques também guardou fotografias daquelas jornadas, várias das quais batidas pelo próprio repórter-fotográfico Roberto de Almeida, o Almeidinha, hoje fotógrafo da Câmara Municipal de São Bernardo.

Neste texto, bela fotografia com os dizeres: 29 de maio de 1980: dias após Lula ter sido libertado pelo DOPS --- foi preso em 17 de abril, ficando na cadeia durante 31 dias ---sindicalistas, amigos e jornalistas organizaram um jantar no restaurante São Judas Tadeu, na rota do frango com polenta. Lula não sorri --- também pudera ! --- ao contrário dos demais personagens. A partir da esquerda: Nelson Campanholo ( sindicalista ), José Roberto Marques ( repórter da Rádio Bandeirantes ), Edward de Souza n( jornalista, hoje morando em Franca ), prefeito Tito Costa , (?), Luiz Silva ( o Mister, jornalista, hoje morando em Sorocaba ).

Em 17 de dezembro de 1981, renuncia do presidente da Junta Governativa do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André;

Em 22 de dezembro de 1981, Metalúrgicos de Santo André sob nova intervenção federal: Guaracy de Souza Sampaio, inspetor do trabalho, assume no lugar da junta governativa que renunciou.

Em 2-10-1982 Greve dura menos de 8 h. na Scania

1982 - Acaba a intervenção e os metalúrgicos voltam a parar, durante 5 dias.

São Bernardo, em 15 de novembro de 1982= Uma propaganda é lançada no seguinte teor: É ora de optar – Vote na chapa completa do PT - TERRA - TRABALHO - LIBERDADE PARA GOVERNADOR = LULA - No. 3 PARA SENADOR BITTAR - No. 30 PARA PREFEITO BATTISTINI - No. 36 PARA DEPUTADO FEDERAL - DJALMA BOM - No. 355 PARA DEPUTADO ESTADUAL - EXPEDITO SOARES - No. 3146 PARA VEREADOR - ARTUR HORTA - No. 3602

HÁ 20 ANOS AGUARDAMOS ESTA OPORTUNIDADE DE VOTAR EM NOSSO GOVERNADOR SBC - em 15/11/82

Em 30-11-1982 - Começa a eleição da comissão de fábrica da Volkswagen - Serão eleitos 17 trabalhadores e seus suplentes. Representarão o quadro de empregados junto à direção da indústria, com mandato de 3 anos. Votam 30 mil trabalhadores. Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema indicou 17 nomes. Serão 64 urnas, divididas em 14 áreas eleitorais para horistas e 3 áreas para mensalistas. Na Volkswagem Taubaté são 36 candidatos para seis vagas. Votam 3 mil trabalahdores.

Janeiro de 1983 - O deputado Dante de Oliveira, apresentou no Congresso Nacional, uma emenda restabelecendo as eleições diretas para Presidente, direito suprimido pela ditadura desde 1964. Em 26 de abril de 1984, apesar das pressões populares, o Congresso rejeitou a emenda, na madrugada desse dia, por falta de quorum regimental.

Em 29 de março de 1983 - Metalúrgicos querem nova negociação com a Fiesp. A decisão foi tomada domingo, no Estádio do Vila Euclides, em São Bernardo, que recebeu 10 mil pessoas.

Em 3 de julho de 1983 = Iniciada a fase de debates e plenárias do IV Congresso dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, na Universidade Metodista, em Piracicaba. São 450 os delegados.

Em 7 de julho de 1983, início da greve em São Bernardo, pelo expurgo do INPC e também por solidariedade à Paulínea. Sindicato dos Petroleiros de Campinas está sob intervenção. Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema param em solidariedade. Afastado Jacob Bittar, presidente do Sindipetro. Nomeado o interventor Wilson de Almeida. É a 1a. greve dos petroleiros desde 1964. Petroquímica União em estado de greve


Em 8 de julho de 1983, intervenção em São Bernardo, Paulínea e Bahia, entrando aqui como interventor, novamente o Sr. Oswaldo. No dia da intervenção, pela madrugada, é colocada uma faixa no salão que a comissão alugou em frente do sindicato, com os dizeres: “ Oi nois aqui outra vez “ Com passeatas e assembléias, metalúrgicos param em protesto. Na 1a. página, duas imensas fotos assinadas por Reinaldo Martins: O PAÇO DE SÃO BERNARDO TOMADO, A VIA ANCHIETA INTERROMPIDA. A MAIS SURPREENDENTE DAS GREVES JÁ VIVÍDAS NO GRANDE ABC. Diz Jair Meneguelli, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema: ESTE É UM ATO POLÍTICO DA CLASSE TRABALHADORA EM PROTESTO ÀS MEDIDASS DO PACOTE ECONÔMICO ".

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VEJA REPORTAGEM PUBLICADA EM 8 DE JULHO DE 2013 A RESPEITO DESSA DATA Clique em -- TRINTA ANOS DA INTERVENÇÃO QUE DESAFIOU REGIME


Às 21,30 h. de ontem o interventor do Sindicato dos Metalúrgicos de Sãon Bernardo e Diadema, Oswaldo de Aguiar Batista. Afastados o presidente Jair Meneguelli e diretoria.

Em São Bernardo, parados 65 mil metalúrgicos. Assembléia realizada no Estádio de Vila Euclides.


De 9 a 11 de julho de 1983, o Sindicato é fechado e lacrado pelo interventor. No dia 12, reabre para as atividades normais, sob a direção do Sr. Oswaldo.

Em 20-7-1983 - Governo alerta que não vai tolerar perturbações. Fiesp e Ciespo querem diálogo com trabalhadores. Meneguelli diz: Greve é irreversível.

Em 21 de julho de 1983, Greve Geral, sendo aqui decretado “ sem expediente “.

1983 - São Bernardo e Santo André passam a atuar juntos na campanha salarial. Fundação da Central Única dos Trabalhadores –CUT - . Após acordo coletivo, os metalúrgicos lutam pela conquista de outras vantagens.

Em 21 de julho de 1983 - 5a. Feira - Greve de protesto: Governador de São Paulo, Franco Montoro, pede seriedade e promete garantir ordem. Presa a Diretoria dos Bancários de São Paulo. Lula, no salão paroquial da Boa Viagem: " Os trabalhadores estão fazendo uma greve para proteger o povo brasileiro". Assembleia no interior da Catedral do Carmo

Foto: Lula fala aos trabalhadores na Matriz da Boa Viagem: em pauta, um novo tipo de greve, a de protesto.

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Coluna Memória de Ademir Médici dia 27-7/2013= BOMBA EXPLODE NA MATRIZ DE SÃO BERNARDO "Quero que a Igreja vá para as ruas." ( Papa Francisco, anteontem, no Rio de Janeiro .

Um dos momentos mais graves da greve de protesto de 1983 em São Bernardo ocorreu em 21 de julho. Policiais militares invadiram a Igreja Matriz de São Bernardo atrás de grevistas. Uma bomba explodiu no interior da igreja. O Diário documentou aqueles momentos tão tristes, testemunhados por Dom Cláudio Hummes, bispo diocesano, e pelo então pároco, padre Adelino de Carli.

Padre Adelino isolou com cordas o espaço entre dois bancos onde foi lançada a bomba de gás contra trabalhadores que se refugiariam da polícia.

No domingo seguinte, dia 24, os fiéis foram chamados a refletir sobre os acontecimentos.


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Em 22 de julho de 1983 - A greve de protesto: paralisação não foi total mas preocupa autoridades. Intervenção nos Sindicatos dos Bancários e dos Metroviários. Em Diadema e Santo André, passeatas são reprimidas

foi a terceira intervenção sofrida pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema. Julho de 1983.

Desta vez porque o sindicato participou ativamente da organização de uma greve de protesto e em solidariedade aos petroleiros de Paulínia.

Jair Meneguelli, Vicente Paulo da Silva (Vicentinho) e companheiros ganharam as manchetes.

E responderam a processo sob a alegação de desacato ao presidente da República, general João Baptista Figueiredo. E 30 anos se passaram. Hoje, as cenas que marcaram aqueles acontecimentos estão devidamente documentadas nas páginas do Diário e nas fotos que permanecem inéditas, em negativos preto-e-branco arquivados no Banco de Dados do jornal. Recuperar este material é participar da construção da memória potíco-sindical brasileira de tempos tão próximos e tão distantes das atuais gerações.


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* Em 10 de novembro de 1983 = Greve a partir de hoje.

Retomam ao trabalho: Volkswagen Caminhões, Prensas Schuller e Motores Perkins,

Triênio 1984 a 1987- Diretoria Efetiva: Presidente = José Antonio Meneguelli Vice Presidente = Mário dos Santos Barbosa Secretário Geral Heiguiberto Della Bella Navarro 1º. Secretário José Milton de Souza 2º. Secretário Vicente Paulo da Silva 1º. Tesoureiro Luiz Marinho 2º. Tesoureiro Anito Buzana Suplentes : Adalberto G. Escone Mauro Batista dos Santos Milton Bispo dos Santos Antonio Garcia de Oliveira João Bosco de Arcanjo Armando F. Silva Fernando Santos de Carvalho Conselho Fiscal Paulo Sérgio R. Alves Hildo Soares de Souza Suplentes José Roberto M. Azevedo José Vitório C. Filho e José Montoro Filho ( Montorinho ) Representantes ao Conselho da Federação Efetivos Luiz Inácio Lula da Silva Laércio Inocêncio Costa Suplentes Antonio de Araújo Lima Francisco V. do Nascimento


ELEIÇÕES SINDICAIS DE CHAPAS As eleições serão realizadas nos dias 08, 09, 10, 11 e 12 de junho de 1987 CHAPA 1 PARA DIRETORIA EFETIVOS: 01 - Vicente Paulo da Silva 02 - Heiguiberto Della Bella Navarro 03 - Mário dos Santos Barbosa 04 - Francisco Valmeida do Nascimento 05 - Paulo Tarciso Okamotto 06 - Luiz Marinho 07 - Anito Buzana SUPLENTES: 01 - José Milton de Souza 02 - Paulo Sérgio Ribeiro Alves 03 - Lenice Bezerra da Silva Azevedo 04 - Hildo Soares de Souza 05 - Geovaldo Gomes dos Santos 06 - Joel Fonseca Costa 07 - Gonçalo Valdevino Pereira PARA O CONSELHO FISCAL: EFETIVOS: 01 - Humberto Aparecido Domingues 02 - Tsukassa Isawa 03 - Antonio de Araújo Lima SUPLENTES: 01 - João Bosco Arcanjo 02 - Milton Bispo dos Santos 03 - José Vitório Cordeiro Filho PARA DELEGADOS NO CONSELHO DA FEDERAÇÃO: EFETIVOS: 01 - Jair Antonio Meneguelli 02 - Edilso Ferreira da Silva SUPLENTES : 01 - Francisco Dias Barbosa 02 - José Arcanjo de Araújo Nos termos do art. 32 do referido Estatuto, o prazo para impugnação de candidatura é de 05 dias, a contar da data da publicação deste aviso. São Bernardo do Campo, em 21 de maio de 1987 Ass. Jair Antonio Meneguelli – Presidente.

05 de Maio de 1989, uma sexta-feira, assembléia com mais de 30 mil metalúrgicos no Paço Municipal de São Bernardo comandada pelo então presidente e atual líder do governo na câmara Vicente Paulo da Silva (nosso Vicentinho). Proposta patronal rejeitada, passeata até a sede regional de Diadema aprovada, caminhada e, peãozada recebida a balas pela policia do Governo do Estado na porta da empresa Arteb. Resultado, 5 metalúrgicos atingidos por projéteis de armas de fogo, inclusive este que vos escreve. Tinha deixado a esposa em casa fazendo um bolo para o aniversário do filho que completaria um ano no dia seguinte. Foi uma das greves mais difíceis e duras que a diretoria do sindicato bravamente junto com a categoria dobrou os patrões. Lá se vão 25 anos. Valeu à pena? Claro, a luta sempre vale à pena. Hoje estamos colhendo frutos, o que não podemos é parar, a luta continua.... Ver fotos em:5 de maio de 1989 - No Paço


19 de julho de 1993 DIVULGAÇÃO DO RESULTADO DO PLEITO PARA DIRETORIA DO SINDICATO DO ABC Em atendimento ao que dispõe o art. 97 do Estatuto da Entidade, comunicamos que nos dias 25, 26, 27 e 28 de maio p.p., foram realizadas as eleições neste Sindicato, tendo sido eleita a Chapa 1, composta com os seguintes associados para Diretoria Executiva, de Base e Conselho Fiscal. DIRETORIA EXECUTIVA 1 - Vicente Paulo da Silva 8 - Tarcísio Secolli 2 - 9 - Lourenço Aleixo Rocha 3 - Francisco Dias Barbosa 10- Heiguiberto Della Bella Navarro 4 - Luiz Marinho 11- Lázaro Marciano da Silva 5 - Cícero Firmino da Silva 12- José Vitório Cordeiro Filho 6 - Joel Fonseca Costa 13- Manoel Ferreira da Silva 7 - José Tomaz Neto

DIRETORIA DE BASE 1 - Hildo Soares Souza 23- Ari Ribeiro 2 - João Martins Lima 24- Leonice de Souza Silva 3 - Mario Santos Barbosa 25- João Gonçalves Cruz 4 - Francisco Edvirgem Ribeiro 26- José Dantas Gueiroz 5 - João Aparecido Garavelo 27- Cícero Baschiera 6 - Luci Paulino de Aguiar 28- Jacó Almeida Bezerra 7 - Paulo Sérgio Ribeiro Alves 29- João Vieira da Silva 8 - Antonio Carlos Cavalari 30- José Carlos de Souza 9 - Maria Socorro Morais 31- Otaviano Crispiano Rocha 10 - Paulo Mauro 32- Antonio Ribeiro Santos 11 - Gonçalo Valdivino Pereira 33- Erasmo Rodrigues de Souza 12 - Mauro Barbosa da Silva 34- Antonio Valdecir Jangrossi 13 - Jair Antonio Meneguelli 35- Valdecir Fernandes da Silva 14 - Nilton Batista da Silva 36- Marisa Aparecida Candido 15 - José Lopes Feijoo 37- Adonis Bernardes 16 - Silvanio Hoertencio Pireani 38- Dircon Silveira Bastos 17 - Geovaldo Gomes Santos 39- José Braz da Silva 18 - Juarez Pereira Martins 40- Valtenice de Araújo 19 - João Ferreira Passos 41- Brás Marinho 20 - Jomar Antonio de Oliveira 42- Ediso Jeremias Costa 21 - Zenilton de Souza 43- Azarias Brás Pimenta 22 - Sebastião Costa

CONSELHO FISCAL EFETIVOS SUPLENTES 1 - Edílson Ferreira da Silva 1 - Luiz Paula ? 2 - José Valdemar Tavares 2 - Moizes Rufino de Moura 3 - Aleto José de Souza 3 - José Aparecido de Frreitas 4 - Amilton Gomes da Silva 4 - José Oliveira Cruz

O total de votos apurados foi de 79.669 ....... 853 Votos em branco e 951 votos nulos. Os componentes da Chapa eleita serão empossados às 16 h. do dia 19 de julho de 1993, na sede da Entidade, na rua João Basso, 231, Centro São Bernardo do Campo, exercendo o mandato até 19 de julho de 1996. SBC em o1 de junho de 1993 – ass. João Avamileno – Presidente da Comissão Eleitoral

Luiz Marinho foi presidente de 1996 a 2003.


Em 08 de julho de 2001 – MP INVESTIGA METALÚRGICOS DO ABC

Memória dia 18 de fevereiro de 2001= OS METALÚRGICOS NA INTERNET: Foram dois anos de pesquisa até aqui, muitos contatos e levantamentos e o apoio financeiro das montadoras do Grande ABC. Por fim, já é possível dizer, a história do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC está na Internet. Um dos detalhes: falta aprovar o nome do projeto. A categoria está sendo consultada. O certo é que o trabalho é científico. Sua linguagem não é panfletária. Os autores recorrem à memória oral, sem desprezar a documentação oficial. E todas as versões para o fato estão sendo acolhidas. Um exemplo: as eleições de 1981 da diretoria. O site dá o mesmo tratamento para as duas chapas concorrentes, da situação e oposição, com suas propagandas, plataformas e discursos. Outro aspecto: o projeto é aberto para acolher toda documentação e depoimento. O interessado pode fazer isso da sua casa, recorrendo à internet, ou então dirigindo-se ao sindicato, que se aparelha para reproduzir documentos e colocar na rede as versões que chegarem. Ou seja: a idéia é oferecer ao interessado – estudante, acadêmico, memorialista – o máximo de versões para os mais diferentes fatos. Por ora, já são duas mil fotografias e documentos reproduzidos e jogados na rede, em nove seções que contemplam os seguintes temas: Mandatos, congressos, campanhas salariais, greves, 1º. De Maio, linha do tempo, documentos, histórias de vida e temas sindicais. Como a grande imprensa e a imprensa sindical cobriram os principais fatos da categoria metalúrgica, as greves que lotaram o estádio da Vila Euclides, a biografia dos ex-presidentes, tudo isso está no site. Claro, há muitas lacunas ainda. Osvaldo Martines Bargas, idealizador do projeto e um dos coordenadores gerais, reconhece que a memória nunca foi prioridade não apenas dos metalúrgicos do Grande ABC como do sindicalismo brasileiro como um todo. Por isso, o que será lançado ainda neste primeiro semestre, provavelmente em maio, com a presença dos patrocinadores e do próprio ministro da Cultura, Francisco Welfort, é o resultado da pesquisa até aqui realizada pelo Museu da Pessoa, executora do projeto. Depois, o trabalho terá continuidade, na esperança que seja permanente. Afinal, a história continua. Projeto Preservação da Memória dos Trabalhadores: Apoio cultural: Ministério da Cultura ( lei de incentivo à cultura ). Patrocínio: Volkswagen, Ford, General Motors, Mercedes-Benz, e Scania. Diretor responsável: Tsukassa Isawa. Coordenação Geral: Osvaldo Martines Bargas e Karen Worcman. Execução: Museu da Pessoa. Coordenação de Pesquisa: Givanir Batista da Silva. Pesquisa e Produção: Nádia Aparecida Lopes de Camargo.

Memória em 19 de fevereiro de 2001: DOS TEMPOS DE SANTO ANDRÉ: O projeto Preservação da Memória dos Trabalhadores, que vem sendo desenvolvido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, possui uma lacuna muito grande. Do passado, falta todo o período em que o sindicato tinha sede, unicamente, em Santo André, desde a sua fundação em 1933. Aqui entra a questão política. Há o racha das lideranças da categoria.O caso está na Justiça. No campo cultural, cada um cuida de sua história, que por todos os motivos é a mesma. Ou seja: a preservação e reconstrução da memória dos metalúrgicos também estão rachadas. Mas uma luz vai aparecendo. A coluna, individualmente, ouviu os dois lados. Cobrou as duas partes. E teve respostas. Santo André reorganiza a Biblioteca Marcos Andreotti. São Bernardo elabora um site. Mais ainda: São Bernardo organiza o Centro da Documentação, graças aos esforços de Luiz Soares, o Lulinha. Há um ano, o Centro de Documentação iniciou um projeto específico sobre a luta das mulheres metalúrgicas. Gravou depoimentos, sistematizou fotografias. Mas não avançou como os próprios idealizadores planejavam. Um trabalho importante mas ainda incompleto, que precisa ter prosseguimento. Por que não incluí-lo no projeto executado pelo Museu da Pessoa ??? Mas falávamos do racha das lideranças metalúrgicas. Os personagens envolvidos, de ambas as partes, concordam: a Memória deve estar acima de rusgas e brigas políticas.

Osvaldo Bargas, idealizador do site dos metalúrgicos, gostaria de sentar-se com os companheiros de Santo André. Cícero Firmino da Silva, o Martinha, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André, já aceitou sentar com os metalúrgicos de São Bernardo. Que este encontro saia logo. Quem sabe até a apresentação oficial do projeto esta história da classe metalúrgica da região não esteja toda na internet !. A Memória precisa vencer esta briga. Afinal, o sindicato dos Metalúrgicos de Santo André guarda o que sobrou de uma documentação reunida a partir dos anos 30 e que enfrentou intervenções, diretorias nomeadas, perseguições policiais. Mais ainda: Santo André tem a posse de toda a documentação do antigo Cedi ( Centro de Documentação e Informação ) referente à história dos metalúrgicos, parte da qual foi utilizada na elaboração do livro Imagens da Luta. São fotografias, depoimentos e cópias de trabalhos acadêmicos felizmente preservados e que, em muito, enriqueceriam o site dos metalúrgicos do ABC a ser lançado proximamente. Que os entendimentos ensaiados entre as partes cheguem a um bom termo. Enquanto isso, a coluna seleciona estas três fotos que estarão no site dos metalúrgicos do ABC. Fotografias do álbum pessoal de Lula. Lula menino na praia com a família; Lula rapazote no time do bairro e Lula com o irmão Frei Chico e amigos. A barba famosa ainda não estava cultivada.

Memória dia 20/02/2001= A HISTÓRIA NAS PÁGINAS DO JORNAL: Final dos anos 70. Os metalúrgicos do Grande ABC, em greve, lotam o estádio da Vila Euclides. Tempo da ditadura militar. Helicópteros verde-oliva fazem vôos rasos sobre as cabeças dos metalúrgicos. Há soldados armados no alto. Os grevistas respondem com palavras de ordem. E apontam para os céus páginas de jornais do dia com fotos do movimento. Entre essas páginas, as manchetes do Diário, presença costumeira nas coberturas dos metalúrgicos. Os olhos do Brasil – e do mundo – voltam-se para o Grande ABC. Lula e companheiros desafiam o regime. Futuros estudiosos escreveriam em suas teses que o regime militar brasileiro começava a cair naqueles momentos.

Virada do milênio, 20 anos depois. O que restou de todo o material produzido durante as greves do Grande ABC ??? Hoje, qualquer livro escolar sobre a história brasileira traz uma foto dos metalúrgicos reunidos no estádio da Vila Euclides, rebatizado como Estádio Primeiro de Maio. Mas, e o conjunto daquela documentação, o que sobrou ??? Sobrou muita coisa. Coleções e recortes de jornais e revistas, filmes dos telejornais ( ao menos editados ), gravações de repórteres de rádio, entre as quais a de José Roberto Marques, da Rádio Bandeirantes ( ao menos as que foram ao ar ) e as fotografias feitas por centenas de repórteres-fotográficos por certo existem e estão a merecer um tratamento acadêmico adequado. O Diário, especificamente, mantém um dos acervos mais completos – talvez o mais minucioso – daquele tempo. Tudo era coberto, com repórteres e fotógrafos. Mesas-redondas foram realizadas na redação, com a presença dos sindicalistas e de ex-exilados como o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, hoje presidente da República em seu 2º. Mandato. Os jornalistas Valdenizio Petrolli e João Colovatti cobriram, em Lins –SP-, a reunião que decidiu pela criação do Partido dos Trabalhadores. Petrolli chegou a redigir o 1º. Estatuto do partido, cujo original guarda com especial carinho no seu acervo. O Diário muito escreveu e publicou sobre o movimento dos metalúrgicos do Grande ABC. E há um material inédito ainda, já que cada cobertura alguns filmes foram consumidos e nem todas as fotos publicadas. Mas nada foi descartado e integra hoje o Banco de Dados do jornal. Graças ao projeto Preservação da Memória dos Trabalhadores, desenvolvido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, este material deverá começar a ser estudado ainda este ano, com muitas imagens sendo jogadas no site em elaboração. Uma forma, ao mesmo tempo, de enriquecer o documento, valorizar um trabalho profissional do jornal e de jornalistas que hoje é histórico, e oferecer aos pesquisadores um material riquíssimo de pesquisa sobre a história contemporânea brasileira. Os 1os. Contatos entre os idealizadores do site dos metalúrgicos do ABC e o Diário já foram iniciados. O projeto foi apresentado ao diretor Everson Dotto. Proximamente, deverão ser iniciados os trabalhos práticos de sistematização de todo o material. Se da memória dos movimentos anarco-sindicalistas do início do século, aqui mesmo no Grande ABC, pouco resta, dos movimentos mais recentes na da se perdeu. E tudo já é história. Uma história que deve ser estudada e refletida hoje, como um legado, uma lição, um aleerta às gerações que virão.

Sobre a morte de José Mendes Botelho, Em um país como o Brasil, o sindicalista sempre corre o risco de morrer, disse o presidente nacional da CUT, João Felício. Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, é difícil falar em risco.



Dia dia 13 de julho de 2001= TRIBUNA METALÚRGICA: Amanhã é um sábado especial. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC promove a comemoração dos 30 anos da Trina Metalúrgica:> 1971 - 2001. Um número especial será lançado. O objetivo será o de reconstituir a história dos últimos 30 anos dos metalúrgicos com base na cobertura feita pela Tribuna. Também haverá um debate sobre imprensa e comunicação, com a participação do jornalista Veldenizio Petrolli ( ex-Diário ), professora Roseli Fígaro ( da USP ) , jornalista Vitor Nuzzi ( Diário Popular ), jornalista Mercelo Moreira ( Gazeta Mercantil ) e Rose Sassarão ( Agora São Paulo ). A festa está marcada para as 9h. no sindicato.


Em 05/08/2002, era seu presidente Heiguiberto Guiba Della Bella GUIBA DELLA BELLA DIZ QUE NÃO É RESPONSÁVEL POR DESVIO DE VERBAS: Presidente da CNM-CUT afirma não ter nenhum envolvimento com o candidato a vice de Ciro. Ele afirmou que “ não é e nunca foi “ um dos responsáveis por desvios de verbas federais repassadas pelo Ministério do Trabalho e entidades sindicais. Guiba tivera seu nome associado a reportagens publicadas na semana passada, envolvendo o candidato a vice – presidente na chapa de Ciro Gomes -PPS – Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, ex-presidente da Força Sindical. Segundo a reportagem, Guiba estaria entre os 4 suspeitos --- entre eles, Paulinho --- citados em um processo do TCU, que investiga, desde o final do ano passado, denúncias de desvio de verbas federais. A associação veio após a investigação de desvio ocorrido na cidade de Campos do Jordão. Para esclarecer o fato, o Tribunal de Contas enviou pelo correio uma comunicação a Guiba, em que solicitava informações a respeito de relações de cursos de capacitação realizados entre 2000 e 2001 e a relação dos alunos matriculados neste período. Em resposta ao Tribunal, o presidente da CNM-CUT esclareceu que o programa de formação e qualificação profissional de trabalhadores desenvolvido pela entidade sindical da qual é responsável não tem sede em Campos de Jordão. “ Realmente, temos o Programa Integrar, que recebe os recursos do Governo Federal. Mas não o aplicamos em Campos do Jordão “. Guiba afirmou não ter envolvimento algum com o candidato a vice-presidente de Ciro Gomes. “ Não existe investigação e averiguação alguma sobre mim. Depois dos meus esclarecimentos, o Tribunal deu por encerrado a questão. O fato de ter sido procurado para prestar esclarecimentos, não quer dizer que esteja envolvido em algum esquema. Mesmo porque, diversos dirigentes sindicais também foram procurados à época. O Tribunal precisava de informações para esclarecer o fato “. Ele afirmou que tudo não passou de um equívoco: “ Fiquei preocupado depois que citaram meu nome porque não devo nada a ninguém. Além disso, cuido do dinheiro público com responsabilidade, pois sei que é um dinheiro dos trabalhadores “, afirmou. SINDICALISTA – Heiguiberto Guiba Della Bella Navarro está há 6 anos à frente da CNM-CUT. Exerce, também, o cargo de vice-presidente para a América Latina da Fitim (Federação Internacional dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica ). Ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo de 1995 a 1997, concorreu à presidência do diretório municipal do PT de São Caetano no ano passado e fora derrotado por Madalena Mendes.


Diário, em 09/11/2002 - COMISSÃO DE FÁBRICA DA VW FAZ 20 ANOS E É HOMENAGEADA: Os 20 anos da Comissão de Fábrica dos Trabalhadores da Volkswagen na unidade Anchieta receberam uma homenagem ontem na Câmara de Santo André. Segundo o atual coordenador da entidade Hélio Honorato Moreira, que fica no cargo até março de 2004, participaram da festa parte da atual comissão e outros companheiros que a representaram em outros períodos. Segundo Moreira, a montadora foi a 2ª. empresa da região a ter sua comissão de fábrica. A 1ª. surgiu na For, também em São Bernardo, em 1981. “ A importância da comissão de fábrica cresceu muito ao longo dos anos, fruto da luta dos trabalhadores que sempre se esforçaram para melhorar as condições de trabalho e de vida “. Moreira afirmou também que, embora a entidade não tenha perdido seu caráter reivindicatório, marca registrada da comissão, seus integrantes tiveram de se aprimorar ao longo dos anos para obter melhores resultados.” Apresentamos propostas plausíveis para que a negociação com a companhia seja mais dinâmica “. Segundo ele, a luta atual da entidade é pela vinda de novos produtos para a fábrica Anchieta, como o Tupi, uma versão mais simples do Pólo. “ Temos em linha a Kombi e o Santana, mas até 2005 eles deixarão de ser fabricados, e nós precisamos que novos modelos passem a ser fabricados aqui, como forma de uma manutenção e geração de novos empregos “.

Diário de 27/01/2007= O Sindicato do Metalúrgicos do ABC. Confronta a Força Sindical e à CGT e defende a criação do fundo para financiamento da infra-estrutura com recursos do FGTS. Previsto no PAC (Plano de aceleração do Crescimento) proposto pelo presidente Lula. As duas centrais entraram com ação no STF para sua suspensão. Os Metalúrgicos do ABC promoverão campanha de esclarecimentos segundo seu presidente José Lopes Feijóo.

Diário de 25 de março de 2008 – ELEIÇÃO DE METALÚRGICOS TEM APENAS UMA CHAPA: Disputa pela executiva conta com Sérgio Nobre para presidente. A eleição no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC – base em São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra – tem apenas uma chapa na disputa pela executiva da entidade. Como o Diário havia anunciado, Sérgio Nobre ( dirigente da Mercedes - Benz ) será o próximo presidente da organização. A 2ª. Etapa para compor a direção do sindicato será definida nos dias 22 e 23 de abril, quando os trabalhadores votam se querem ou não a chapa composta para assumir os cargos de comando da entidade. Os inscritos para a executiva são trabalhadores que foram eleitos nos comitês sindicais das fábricas, definidos neste mês. Como a articulação sindical conseguiu se eleger em todas as fábricas, apenas essa corrente sindical – que é a atuante hoje no sindicato – apresentou candidatos para a executiva e para o conselho fiscal. Dos 21 inscritos para a executiva, 10 são membros de comitês em montadoras, sendo 4 somente da Volkswagen. A chapa é encabeçada por Sérgio Nobre, dirigente da fabricante de caminhões e ônibus Mercedes-Benz, de São Bernardo, atual secretário de organização do sindicato e candidato à presidência nos próximos 3 anos.













Em 1993 houve a fusão dos dois sindicatos Três anos depois, iniciou-se um processo de questionamento em relação a essa união, segundo o diretor da entidade ligada à Força, Adonis Bernardes. Para o dirigente, as divergências surgiram na época em função da diferença de bases. “ São Bernardo tem grande concentração de montadoras, já aqui ( em Santo André ), há autopeças e fabricantes de eletroeletrônicos, muitas delas micro, pequenas e médias empresas. Durante 3 anos ( 1993 – 1996 (, a nossa base não teve um acompanhamento à altura, o que levou à separação “ disse. Nos últimos sete anos, houve muitas disputas na Justiça. “ O de São Bernardo havia entrado com ação declaratória para que fosse reconhecida sua representação na nossa base. Entramos com medida cautelar e temos trabalhado nos últimos anos por meio de liminares “, afirmou Bernardes. OK“ A vitória no tribunal consagra o ressurgimento do sindicato de Santo André, que vai existir de fato e de direito “, acrescentou. Procurado, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informou que só vai se manifestar sobre a questão após a decisão daquele tribunal, quando definirá se entrará com recurso ou não. Para o diretor da entidade com sede em Santo André, a conquista poderá ser importante para os próprios dirigentes, para ampliar as conquistas da categoria e para os empresários, já que “ se desfaz a dupla representatividade e não haverá mais dúvidas sobre quem comanda a base.


CONTINUA EM Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

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